Átila. Esse é o nome do cão da raça rottweiler que atacou a criança. Em poder da família há cerca de 2 anos, o animal fica sempre amarrado no quintal da residência simples, localizada em Restinga, aparentemente sem nenhum treinamento.
Na casa moram Aparecida Donizete Ferreira, mãe da vítima, seus outros dois filhos, Carolaine Ferreira de Queiroz, irmã gêmea da menina atacada, e Ivanildo Ferreira de Queiroz, 16. O risco de ataques era constante.
Segundo a própria mãe, não é a primeira vez que o cachorro estranha um deles. Átila estaria desenvolvendo comportamentos agressivos há algum tempo. “Outro dia, ele mordeu minha outra filha na orelha (Carolaine)”, disse ela. Este teria sido o aviso de que a família não teria estrutura para manter um animal de grande porte no quintal de casa.
Mesmo assim, Aparecida Donizete abusou da sorte. Manteve o cão feroz na residência para guardar seus poucos pertences. Sábado, a notícia triste. Átila estranhou o choro de Caroline e a atacou. “Ele não gosta que criança chore perto dele. Ela acordou, não me viu em casa e saiu chorando. Acho que foi isso que o fez atacá-la”, disse.
A ausência da mãe em casa ocorreu, segundo ela própria, por causa de um trabalho. Aparecida teria pegado um serviço extra de varredura de rua para aumentar a renda do mês. Com sua saída, quem fica responsável pela casa é o filho mais velho, Ivanildo.
A atitude, mesmo bem intencionada, causa medo à mãe. Ela teme que a Justiça retire de seu convívio a guarda das crianças. “O que será de mim, agora? Porque a Justiça daqui vive no meu pé 24 horas, sem eu dever nada. Vivo trabalhando direto para não deixar faltar nada para eles. Agora me acontece, isso”, disse Aparecida, chorando.
O histórico da margarida (ela trabalha na limpeza das ruas da cidade) já apresenta, em um passado não muito distante, a perda da guarda de uma filha por falta de cuidados.
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