Novos empreendimentos geram mais de mil vagas

Quem estava desempregado em Franca nos últimos meses teve boas oportunidades para mudar de situação. A cidade gerou em 90 dias mais de mil empregos com carteira assinada gra&ccedi

06/08/2006 | Tempo de leitura: 3 min

Daniela do Nascimento entrega currículo para a vaga de vendedora no Wal-Mart
Daniela do Nascimento entrega currículo para a vaga de vendedora no Wal-Mart
Quem estava desempregado em Franca nos últimos meses teve boas oportunidades para mudar de situação. A cidade gerou em 90 dias mais de mil empregos com carteira assinada graças à chegada das multinacionais Carrefour, Wal-Mart, C&A e redes como Seller e C&C Casa e Construção, além de outras três lojas no Franca Shopping. É como se todos os dias tivessem sido criadas 11 vagas, sem contar os empregos indiretos e outras ocupações nos setores calçadista e agropecuário. Segundo o diretor do PAT (Posto de Atendimento do Trabalhador) de Franca, Nivaldo Batista de Araújo, a construção civil, empresas terceirizadas de prestação de serviços e a inauguração de novas empresas têm proporcionado a criação de vagas de forma imediata, o que ajuda a reverter o quadro do desemprego na cidade. “O Carrefour, por exemplo, admitiu quase 300 pessoas e, na segunda-feira, outras 20 pessoas serão contratadas por uma empresa terceirizada, para a área de limpeza do hipermercado”, disse Araújo. Já o Supercenter Wal-Mart, através da Agiliza Agência de Empregos, recebe até o dia 9, das 7h30 às 17h30, currículos de candidatos interessados em uma das 400 vagas oferecidas pela rede. A Agiliza fica na Rua Major Claudiano, 1419, próximo à Unesp. Daniela do Nascimento, 21, é uma das que procuram se firmar no mercado de trabalho. Desempregada há seis meses, entregou na quarta-feira seu currículo para uma vaga de vendedora no hipermercado. “A concorrência é grande, mas estou confiante em conseguir esse emprego”, disse. Pelos dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), em maio e junho, Franca registrou saldo positivo de 1.492 empregos em diferentes áreas (o saldo é a diferença entre o número de contratações e demissões no período). A cultura de café foi a que mais empregou (518), seguida da agropecuária (418) e do setor calçadista (215). Julho ainda não foi fechado, mas com base no número de vagas geradas por todos os setores da cidade pesquisados pelo Caged, dá para se ter uma idéia da importância das vagas abertas pelos novos empreendimentos. Apenas eles, em três meses, geraram quase o mesmo número de vagas oferecidas por todos os demais juntos. Além desses, mais empregos serão gerados com a construção do novo campus da Unesp, que deve ter início nesta semana e empregará 150 pessoas, do Centro de Design e de novas casas populares da Prohab. A multinacional Odebrecht Engenharia também procura 800 profissionais para trabalhar na reforma das usinas hidrelétricas de Estreito, em Pedregulho, e Peixoto, em Ibiraci (MG). Há também 450 vagas oferecidas para os jovens de Franca que queiram trabalhar no exterior, em hotéis dos Emirados Árabes ou em cruzeiros pela costa européia. Sebastião Ananias, secretário de Planejamento e Gestão Econômica da Prefeitura de Franca, avalia que a cidade vive uma boa fase em termos de emprego. “Fica até difícil quantificar os benefícios que todas essas empresas trazem para a cidade. Teremos mais arrecadação tributária, um novo pólo comercial, empregos permanentes e Franca como um centro regional de compras”, disse, lembrando que a vinda dessas redes diversificará o perfil do emprego em Franca, há décadas atrelado ao calçado.

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