A francana Adriana Moisés Pinto, a Adrianinha, apresenta-se nesta segunda-feira ao treinador da seleção brasileira de basquete. Após o nascimento da filha, hoje com dois meses, ela junta-se ao grupo que disputará o Campeonato Mundial feminino no mês que vem, no Brasil. Ela bate o recorde de Hortênica que também disputou um Mundial pouco tempo depois de ter um filho. “A Hortência disputou um Mundial após seis meses, eu vou depois de três”, disse.
Aos 27 anos, a armadora disse que está aprendendo a ser mãe e a conciliar a nova fase de sua vida com a seleção. Aalyah vai com Adrianinha para a concentração. “Não consigo ficar longe dela. Minha madrinha viaja comigo para tomar conta dela enquanto eu estiver treinando”, disse a armadora em entrevista ao Comércio da Franca.
Adrianinha esteve alguns dias em Franca, em visita à família, e aproveitou para treinar um pouquinho. “Depois de seis semanas que o médico me liberou para fazer algo de leve, musculação, comecei a correr e arremessar um pouquinho. Aqui em Franca, treinei com a equipe infantil da Aspa (Associação de Pais e Amigos do Franca Basquete)”, disse. “Senti muita dor nas costas, no pé. Dores que nunca senti antes.”
O último jogo que a armadora disputou foi quando estava no terceiro mês de gravidez. “Bate aquela saudade. Eu fico naquela expectativa de saber como vai ser depois de tanto tempo”. Apesar da felicidade por estar integrando a seleção, Adrianinha não escondeu o descontentamento com o Faenza, equipe italiana que defendeu por seis anos. “Quando eles ficaram sabendo que eu estava grávida, ficaram com raiva. Acharam que eu não era profissional. Fiquei muito chateada com a reação deles, porque depois de jogar seis anos lá, esperava outra atitude. Não foi uma gravidez planejada, aconteceu, mas como mulher tenho o direito de ser mãe”, disse. “Discriminar uma mulher, uma atleta, porque ela está grávida é uma injustiça.”
Triste pela atitude do ex-clube, que cancelou o contrato de Adrianinha nos três primeiros meses de gravidez, ela resolveu entrar na Justiça européia. “Estou com o caso na Justiça, não pelo dinheiro, mas pela injustiça contra a mulher. Ela tem o direito de ser mãe, mesmo sendo atleta. E também para que a Liga proteja a mulher em um desses casos”, disse.
Aalyah nasceu no dia 26 de maio, em Pioria, nos Estados Unidos, cidade onde mora o namorado de Adrianinha.
Pela seleção masculina, o grupo que tem os pivôs do Franca Basquete, Murilo e Estevam, faz um amistoso na terça-feira contra os Estados Unidos. A seleção já está está desde sexta-feira na China, última parada antes do Mundial do Japão, que acontece a partir do dia 19.
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