Há dez dias, os filhos Alice Caroline, 17, Alan Carlos, 19, e Aline Michele Novaes, 20, e o marido Sebastião Carlos Novaes, 57, vivem sem nenhuma notícia da mãe e da mulher, a comerciante Vera Aparecida de Oliveira, 40. Ela desapareceu na tarde do dia 26 de julho, depois de sair de sua casa na Avenida São Francisco de Assis, no bairro City Petrópolis, em Franca. Após essa data, ninguém mais a viu.
Viciada em jogo de bingo desde 2000, a comerciante sofria de depressão havia pelo menos cinco meses e mesmo com dívidas incalculáveis nas casas do ramo, não conseguia se desligar do vício. “Era desesperador, ela jogava todos os dias e com isso começou a destruição do lar”, disse o marido.
Segundo uma das filhas, a mãe sempre dizia querer acabar com a própria vida. “Não sabemos o que aconteceu, se ela está morta ou não. Queremos apenas uma explicação”, disse o filho Alan, que diz inclusive entender se a mãe estiver viva e não quiser retornar para a casa. “O nosso apelo é para que ela diga somente o que aconteceu e onde está.”
Vera não tomava remédio e também não apresentava distúrbios mentais. Essa é a primeira vez que ela desaparece. No dia em que saiu de casa, usava blusa rosa cavada, calça jeans clara e tênis azul. “Ela levou somente a bolsa com os documentos e R$ 50 que conseguiu após vender um aparelho de telefone fixo”, disse Alan.
A família registrou boletim de ocorrência e procurou a mãe em casa de amigos e conhecidos, mas não obteve sucesso. A suspeita é de que Vera esteja em Barretos ou em Vila Velha, no Espírito Santo. “Ela era uma boa mãe e mulher, não havia desentendimentos em casa. Não há motivos para uma mãe abandonar três filhos e não deixar notícias, o endereço que seja”, disse, emocionada, Aline.
OUTRO CASO
O vendedor Antônio Gislemar do Nascimento, 36, de Machado (MG), também está à procura da mãe. Na última vez que a viu, ele ainda era criança. “Fui criado por uma outra família e desde que perdi minha mãe adotiva comecei a procurar minha mãe verdadeira. Esse é o meu maior sonho”, disse.
Segundo informações que obteve com o pai, que conheceu há cerca de um mês, Iracema do Nascimento tem cerca de 60 anos e moraria em Franca. “Tenho poucos dados sobre ela, sei que trabalhava como doméstica e teria tido mais uma filha”.
Antônio é casado e quer apresentar a mulher e as duas filhas para a mãe. “Procurei por ela na região de Belo Horizonte, na cidade de Bom Despacho, mas não a encontrei. A esperança agora é encontrá-la em Franca. Não busco nada, somente um abraço”.
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