Autor de latrocínio em varejão é preso pela DIG


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Após deixar a cadeia por descuido da polícia, Adriano Eduardo Bueno foi preso novamente ontem e negou ter matado o comerciante: “Só roubei memo (sic), matar, não matei ninguém, não”
Após deixar a cadeia por descuido da polícia, Adriano Eduardo Bueno foi preso novamente ontem e negou ter matado o comerciante: “Só roubei memo (sic), matar, não matei ninguém, não”
Os autores do roubo que culminou com a morte do comerciante Valdir José da Silva, 45, já estão novamente atrás das grades. Na manhã de ontem, a polícia recapturou Adriano Eduardo Bueno, 18, um dos envolvidos na ocorrência. Seu comparsa, Jean Ricardo de Souza, 19, já havia sido preso no dia 17 de julho. Acusado de ser o mentor do crime, Sérgio Augusto da Silva, 40, o “Serjão”, é o único que continua nas ruas. O latrocínio aconteceu na noite do dia 26 de abril, no interior da residência da vítima na Vila Santa Efigênia. Valdir foi assassinado na frente da mulher e do filho de apenas 10 anos. Ele havia acabado de fechar o seu varejão, anexo a sua casa, quando foi rendido por dois homens armados. Ao ver o filho e a mulher sendo amarrados, o comerciante reagiu e entrou em luta corporal com os bandidos. Dois disparos foram efetuados. Um tiro acertou o guarda-roupas. O outro atingiu o coração da vítima. Valdir morreu de bruços em sua própria cama. Uma semana depois, os agentes da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) conseguiram prender os autores e o suposto mentor do crime. Eles ficaram pouco tempo na cadeia. Por causa de um incrível vacilo da Polícia Civil, que não renovou o pedido de prisão temporária, os acusados foram soltos. Um novo mandado foi expedido pela Justiça e os investigadores reiniciaram o trabalho para tentar encontrá-los. Jean foi o primeiro a voltar para a cadeia. Na manhã de ontem, foi a vez de Adriano. Ele foi encontrado na casa de sua mulher, no Jardim Aeroporto III. “Ao perceber nossa chegada, trancou as portas e não quis sair. Tivemos que entrar pela janela para prendê-lo”, contou o investigador Calil, que trabalhou na ocorrência ao lado dos companheiros Sérgio e Juninho. Pai de um filho de 1 ano e meio e com a mulher no oitavo mês de gravidez, Adriano Eduardo Bueno admitiu participação no roubo, mas negou ser o autor do disparo que matou o comerciante Valdir. “É tudo acusação falsa. Só roubei memo, matar, não matei ninguém, não. Esses arrombados da mídia ficam falando besteira, aí. Por isso, tem que morrer tudo (sic)”.

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