Mais de 8 mil visitantes já passaram pela Fenafic


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Em três dias de exposição, a 2ª Fenafic já atraiu mais de 8 mil visitantes. Compradores de vários pólos calçadistas do País conferiram de perto o potencial da cidade no setor de componentes para calçados. Ontem, coincidentemente com a visita do candidato ao governo do Estado, José Serra (PSDB), a feira registrou o maior número de visitantes, 3,538 mil. Na quarta-feira foram 2,984 mil e na terça-feira, 1,487 mil. Apesar das boas expectativas com relação ao evento, os três primeiros dias de feira de 2005 registraram 9.173 visitantes. Uma diferença de 1.164 pessoas. Diferentemente da Francal, que acontece em julho e recebe compradores logo na abertura, a Fenafic tem seu maior público no último dia de evento. A informação é da organização com base nos números registrados em 2005. Para os expositores, o resultado obtido até agora superou as expectativas. Mas ainda há fôlego para esta sexta-feira e novos contatos são esperados. Norberto Antônio Garcia, diretor comercial da MSM, está otimista. A empresa, que comercializa com praticamente todos os pólos calçadistas do País, fechou negócios com compradores da Bolívia, Colômbia e Peru nesta semana. Para a feira, a MSM levou novidades como o solado em EVA injetado, que dá leveza ao calçado. Alexandre Salvador, gerente de vendas da Policouro, ultrapassou seu raio de atuação (600 quilômetros) e fez contatos com compradores de Campina Grande (PB). No estande da Policouro, os visitantes puderam comprovar o resultado dos produtos que agradaram até quem não os conhecia. Janaína Manara, fabricante de bolsas em Conchal (SP), veio disposta a levar para sua empresa novidades no setor de componentes. “Estou buscando um diferencial para meus produtos e acho que aqui vou encontrar”, disse, ao sair da Policouro. Em estande anexo, Eduardo Melo, diretor comercial da Facpel & Rapell Couros, está há 13 anos no mercado e, pela primeira vez, venderá para Belo Horizonte (MG). A aposta na Fenafic veio de expositores de outras localidades do País e do Estado. Quarenta e um por cento dos estandes são de empresários de outras cidades. Nilton Schnaidman depositou as fichas na feira e não se arrependeu. Trouxe de São Paulo, da empresa VPM Metais, novidades em ilhoses. “A feira está sendo muito boa, fechei negócios e contatos com diversas cidades. Agora é trabalhar”, disse Nilton, que afirma ter pelo menos um semestre de trabalho garantido. Juliano Neves, da Couro Way, concorda. Com novidades em estamparia, utilizando resina especial, ele atraiu compradores do País inteiro. “A feira é isso. É um leque de contatos”.

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