Proer na saúde


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O tucano José Serra esteve ontem em Franca, onde defendeu o amparo do Estado com prioridade para as Santas Casas
O tucano José Serra esteve ontem em Franca, onde defendeu o amparo do Estado com prioridade para as Santas Casas
O candidato do PSDB ao governo de São Paulo, José Serra, não falou somente sobre calçados na entrevista coletiva concedida antes de deixar o Pavilhão Dharma, ontem, no terceiro dia da Fenafic (Feira Nacional de Máquinas e Componentes para Calçados). Durante o tempo em que permaneceu no evento, mostrou bom humor, paciência e simpatia com jornalistas, políticos locais e expositores da feira. Serra defendeu a criação de um tipo de Proer (Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Fortalecimento do Sistema Financeiro Nacional) para a Saúde, como já ocorreu com os bancos. Ele condenou o descaso com a saúde pública na cidade, disse que aceitará depor na CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que investiga a máfia das sanguessugas, depois da publicação de fotos nas quais aparece ao lado de deputados denunciados, prometeu ajudar seu companheiro de partido, o prefeito Sidnei Franco da Rocha, na construção de quatro escolas na cidade, incentivou a construção de CDPs (Centros de Detenção Provisória) no interior paulista e, claro, abordou o tema calçados. Sobre Saúde, área da qual foi ministro entre 1998 e 2001, no governo Fernando Henrique Cardoso, defendeu uma regionalização mais efetiva para o setor. Isso pode ser um alento para a Santa Casa de Franca, que pleiteia ser uma referência regional. Sobre as Santas Casas, Serra disse: “Se for eleito, farei um Proer estadual para salvar estas instituições”, disse, referindo-se ao programa de ajuda a bancos em dificuldades lançado por Fernando Henrique em 1997. Em seguida, Serra foi informado sobre a denúncia de descaso no atendimento dado no Pronto-Socorro “Dr. Janjão” ao técnico em refrigeração Paulo Sérgio Meira da Silva, 21, quando, mesmo com histórico de três cirurgias e um tumor na cabeça, teve que esperar quatro horas para ser atendido, sendo internado com morte cerebral no CTI (Centro de Terapia Intensiva) da Santa Casa. Disse que esses problemas matam a saúde: “O segredo é a boa administração e a humanização do serviço”. Sobre calçados, Serra discursou para autoridades do setor e mais de 20 prefeitos do Comam (Consórcio de Municípios da Alta Mogiana) em um auditório improvisado no setor de administração. Garantiu ajuda ao segmento, exaltou a atuação do deputado estadual Gilson de Souza (PFL) na aprovação da redução de 18% para 12% da alíquota do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) incidente na produção de calçados, em 2003. O setor quer agora a redução da porcentagem sobre a venda. “Não é uma redução de alíquota que vai resolver o problema. O governo federal precisa mudar a política cambial”, disse Serra.

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