Convocado pela promotoria, Mambrini muda seu discurso

Um dia após o promotor de Cidadania de Franca, Paulo Borges, abrir inquérito para apurar irregularidades na prova de Direito do concurso da Câmara Municipal, o presidente da C&acir

04/08/2006 | Tempo de leitura: 1 min

Durante 20 dias, Mambrini não demonstrou preocupação com a cópia de questões. Depois de ser convocado, disse estar indignado
Durante 20 dias, Mambrini não demonstrou preocupação com a cópia de questões. Depois de ser convocado, disse estar indignado
Um dia após o promotor de Cidadania de Franca, Paulo Borges, abrir inquérito para apurar irregularidades na prova de Direito do concurso da Câmara Municipal, o presidente da Câmara, Marcelo Mambrini (PMN), pela primeira vez, falou em “indignação” com o fato de 27 das 30 questões do exame terem sido copiadas. Junto com o formulador das questões, José Sérgio Saraiva, e a reitora do Uni-Facef (Centro Universitário de Franca), Edna Maria Campanhol, ele foi convocado a prestar esclarecimentos no inquérito. “Se houve alguma coisa que não saiu de acordo, não foi por parte da Câmara. Se o responsável pela elaboração copiou alguma questão, sabia o que estava fazendo”, disse Mambrini, se eximindo de qualquer culpa. Ele repetiu que não poderia anular o concurso, mas, quando perguntado sobre a inércia diante das denúncias, Mambrini disse ter se indignado com o ocorrido assim que tomou conhecimento da cópia. O estranho é que, até ontem, quando soube da convocação pelo MP, o presidente da Câmara nunca havia falado em indignação. Pelo contrário. Sempre que comentava sobre o concurso, dizia considerar o procedimento normal. Sobre o fato de, mesmo diante de sua indignação, não ter tomado nenhuma atitude, Marcelo Mambrini afirmou ter se convencido dos argumentos apresentados por Saraiva. “Ele esteve na Câmara e me convenceu de que o procedimento no concurso foi normal, por isso não tomei outra atitude”. DEMAIS CONVOCADOS O formulador das questões, José Sérgio Saraiva, disse, ontem, que já deu todos os esclarecimentos aos vereadores no dia 25 de julho e que os repetirá ao promotor. Edna Campanhol não foi encontrada no Uni-Facef para comentar o caso e não respondeu a recados deixados com sua secretária ontem. (WT)

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