Os três patetas do Parque São Jorge


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As trapalhadas de Alberto Dualib, Kia Joorabchian e Paulo Angioni culminaram com a pior campanha do Corinthians em campeonatos brasileiros dos últimos tempos. Após um ano e meio da parceria com a MSI, percebe-se que cada um age de acordo com a própria vontade sem dar bola para os interesses do clube. O fracasso não é novidade para quem fez oposição à assinatura do contrato com o iraniano. Pelo contrário. Foi cantado em prosa e verso por torcedores, ex-jogadores, conselheiros e jornalistas. No início, a preocupação concentrava-se na origem dos dólares de Kia. Mas as transações financeiras nebulosas acabaram dando lugar à péssima gestão do clube, que naufragou com os cofres cheios graças à incompetência de quem está no comando. É fácil culpar o iraniano pela tragédia no Brasileirão. Nesse tempo em que está no Corinthians, Kia demonstrou conhecer pouco a respeito do futebol brasileiro. Investiu um dinheirão sem propósito em Tevez, trouxe jogadores acomodados e com altos salários ao clube e, pior, negociou sem dó e piedade pratas da casa como Jô e Anderson. Além disso, concedeu benefícios às estrelas e ignorou os jovens formados no terrão do Parque São Jorge. De imediato, o grupo rachou e nunca mais se conseguiu reverter a situação, o que talvez explique o descontrolado entra-e-sai de técnicos. O clone do humorista João Kleber arrancou gargalhadas de outras torcidas, enquanto se movimentou nos bastidores para fugir das explicações a respeito dos dólares. Difícil é acreditar que Kia Joorabchian continue a tocar sua lavanderia de dinheiro em pleno Parque São Jorge sem qualquer oposição das autoridades competentes. Arrumou namorada brasileira, freqüenta as altas rodas da sociedade e ainda encontra tempo para participar de mesas-redondas quando está no Brasil. Desde que a Copa do Mundo começou, o iraniano desapareceu. Primeiro, ele acompanhava o desempenho dos jogadores corintianos nos campos alemães. Depois, com a eliminação precoce de Brasil e Argentina, a desculpa passou a ser a de que estaria atrás de novos jogadores para o elenco do Corinthians. Mas a verdade é que Kia segue na Europa tentando encontrar compradores para Tevez, Ricardinho e Mascherano. Ou seja, quer “sabão novo” para lavar o próprio dinheiro e o de seus parceiros. Mais grave é perceber a dependência que o time criou em torno da figura de Kia. Como é ele quem paga os salários, ninguém se interessa em ter de dar satisfações a respeito do comportamento nos campos e fora deles. O Parque São Jorge virou uma bagunça. Paulo Angioni deveria aparecer e colocar ordem na casa, mas o excesso de incompetência que demonstra em cada uma de suas ações é comprovadamente um entrave para qualquer tipo de solução. Angioni já comprovou que não passa de um fantoche nas relações entre o clube e a MSI. É dele a missão de cobrar os jogadores, inclusive publicamente, sobre a apatia dos últimos jogos. Mas ocorre justamente o contrário. Quem escuta suas entrevistas tem a certeza de que tudo anda às mil maravilhas no clube. O terceiro pateta nessa lambança toda é, sem dúvida, o presidente Alberto Dualib. Foi ele o responsável pelo ressurgimento do “faz-me-rir” corintiano, um time sem alma e vontade, interessado apenas em festas e dinheiro na carteira. Com todo respeito, presidente, é hora de vestir o pijama e descansar. Se o senhor tivesse feito isso antes, teria encerrado a carreira como um dos maiores vencedores da história do clube. Agora, também será lembrado pelas gerações futuras como o sujeito que entregou o Corínthians a um grupo de mafiosos estrangeiros que não mostra o rosto e nem a origem do dinheiro que investe. Imagine, então, se a equipe for rebaixada. É por isso que insisto em meu pedido, presidente Dualib. Por favor, vá embora e ainda faça uma gentileza aos corintianos: leve o Paulo Angioni junto. Como o senhor assinou aquele contrato nebuloso, o Kia tem de ficar. Mas deixe com a gente. Mais cedo ou mais tarde, o iraniano vai perder o topete e o talão de cheques que carrega no bolso, seja através de seus chefes na MSI, ou pela Justiça brasileira. ROMEU TUMA é deputado estadual e conselheiro vitalício do Corinthians. Nos anos de 1994 e 1995, ele foi o vice-presidente de futebol do clube.

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