“A hora do pênalti foi mais importante que os dois gols. Pelo que vi achei falta mesmo. Mas estava com confiança no Rogério e quando ele defendeu o chão parecia que racharia. Nem precisava pular”. O relato é do são-paulino Henrique Baldoíno, que estava no Morumbi e conversou com o Comércio da Franca no intervalo de São Paulo e Chivas Guadalajara, ontem, quando o placar ainda estava 2 a 0.
O agente da defesa-civil francano contou como foi sua viagem até o estádio. Ela começou ao meio-dia, quando quase cem pessoas tomaram dois ônibus em Franca.
A disputa valia uma vaga para a final da Copa Libertadores e no caminho de quase 400 quilômetros até a capital, os passageiros tinham a opção de descansar, o que não era muito fácil por causa da agitação, ou assistir a DVDs de jogos anteriores do São Paulo e ensaios de gritos de torcida.
Henrique viajou com o pai e dois tios. A entrada deles ao estádio foi por volta das 18h30 e aproveitaram a folga para discutir futebol e jantar. “Entramos pelo portão 15, o setor amarelo, e tinha muitos policiais.”
Após alguns folheados de presunto e mussarela e quibes, comprados a R$ 5 no Habib’s, começaram a assistir ao jogo. Há um restaurante franqueado do grupo e dá para comprar os alimentos a partir das arquibancadas.
Os quatro ficaram sentados próximo a um grupo de 30 torcedores mexicanos, posicionados uma arquibancada abaixo deles, e próximo ao lado que o goleiro Sanches estava no primeiro tempo. Não deu para contar a sensação após o apito final, mas com certeza a volta foi de alegria, com chegada prevista a Franca por volta das 5h30 e o projeto de voltar ao jogo valendo o título do campeonato. (RC)
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