Com mais de 10 anos, MIS sempre foi um desconhecido


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Em 3 de setembro de 1965, o então governador do Estado da Guanabara (hoje Rio de Janeiro), Carlos Lacerda, discursava na cerimônia de inauguração do MIS (Museu da Imagem e do Som). A certa altura ele dizia: “Aqui se poderá formar um centro de documentação viva, de documentação atuante, que doravante deixe registrada a voz, o gesto, a figura daqueles que, de uma forma ou de outra, contribuem para tornar intensa e viva a imagem do Rio de Janeiro, projetando-se no Brasil e no mundo”. Embora tenha sido proferido no Rio de Janeiro, esse discurso bem que poderia se aplicar ao MIS de Franca. Deveria, na verdade, servir como lema da instituição. Criado há pouco mais de dez anos, a partir de um projeto do então vereador Valdes Rodrigues, o MIS sempre teve esse propósito de preservação da memória audiovisual da cidade. O problema é que, até hoje, o museu se mostrou um grande desconhecido da população. Já passou por vários prédios e nunca teve o devido reconhecimento pela sua importância para a memória da cidade. Durante muitos anos, ficou instalado em um galpão perto da fábrica Samello. Depois, na gestão Gilmar Dominici (PT), permaneceu quase escondido em um andar do prédio onde funciona o Banco do Brasil, no centro da cidade. Agora, no governo Sidnei Rocha (PSDB), foi para o prédio do Champagnat e, mais recentemente, para o Poliesportivo. Local, aliás, totalmente inapropriado para esse tipo de museu. Agora, instalado num local onde se respira cultura (já que foi a residência de Bonaventura Cariolato, pintor importantíssimo para a cidade e que, inclusive, dá nome ao Museu), espera-se que essa situação se reverta e o MIS passe a cumprir o papel para o qual foi criado.

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