Nunca a recusa de um criminoso em contribuir com as investigações foi tão bem recebida pela polícia. Para o delegado Eduardo Lopes Bonfim, o fato de “Maikon Magrelo” ter se negado a fazer a reconstituição do assassinato é mais uma forte evidência de que ele não agiu sozinho e que a motivação do crime foi outra, possivelmente um acerto de contas. Um comparsa dele já teria sido identificado e pode ser preso a qualquer momento. O delegado Eduardo Bonfim deu detalhes da investigação ao Comércio.
Comércio da Franca - Como a polícia analisa o comportamento do Maikon?
Eduardo Bonfim - Antes mesmo de deixar a cadeia, ele já criou problemas. Deve ter sido orientado pelos presos para não colaborar com a reconstituição. É um direito que tem, não podemos obrigá-lo a nada. Sua recusa só confirma a nossa tese de que ele mentiu em seu depoimento e não agiu sozinho. Contou com ajuda de, pelo menos, mais uma pessoa. Ou ele não estava no local do crime ou tenta livrar a cara de seu comparsa. Sempre achamos estranha a versão apresentada por ele, e agora, vamos intensificar as investigações para encontrar seus comparsas.
Comércio - O que já se descobriu sobre o crime?
Eduardo Bonfim - Recebemos a denúncia de que duas pessoas o ajudaram a cometer o crime. Pelo menos um, é certeza de que participou. Temos sua identificação e sabemos que ele deixou a cidade. Pediremos sua prisão à Justiça.
Comércio - Maikon disse que matou Cledinaldo devido a supostos gracejos feitos por ele à sua mãe. A polícia acredita nesta versão?
Eduardo Bonfim - Não. Temos certeza de que o Cledinaldo e Maikon estavam envolvidos em furto de veículos. Apuramos a informação de que teria havido um problema entre eles por causa dos produtos furtados. Fora isso, o Maikon também devia cerca de R$ 5 mil em drogas à vítima, conforme comprovamos por meio de fatos que ainda não podemos divulgar.
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