Procedimento foi normal, diz secretário

O secretário Alexandre Ferreira, em entrevista ontem ao apresentador Marcelo Valim, no programa Hora do Cacete, da rádio Difusora AM, disse não ter constatado anormalidades no ate

02/08/2006 | Tempo de leitura: 2 min

O secretário Alexandre Ferreira alega que o atendimento no PS ‘Dr. Janjão’ aconteceu dentro da normalidade
O secretário Alexandre Ferreira alega que o atendimento no PS ‘Dr. Janjão’ aconteceu dentro da normalidade
O secretário Alexandre Ferreira, em entrevista ontem ao apresentador Marcelo Valim, no programa Hora do Cacete, da rádio Difusora AM, disse não ter constatado anormalidades no atendimento de Paulo Sérgio Meira da Silva. A todo momento, Ferreira utilizou a versão apresentada por seus subordinados para tentar desmentir as declarações da mulher de Paulo Sérgio, Suélen Silva Carmo. O secretário sequer cogitou ouvi-la para comparar as duas histórias. “A ficha dele foi feita às 19h20, isso é controlado pelo computador. Às 20h30, já havia passado pelo médico e sido medicado. Às 20h55, recebeu mais medicação. Dentro do pronto-socorro, ele foi atendido da forma correta. Dentro da ficha que ele tem não há qualquer procedimento errôneo”, disse o secretário. Familiares disseram que Paulo Sérgio chegou desmaiado e que precisou cair de uma cadeira de rodas para receber atenção do corpo clínico. Ferreira discordou: disse que o quadro registrado na chegada de Paulo Sérgio era estável e que piorou durante os procedimentos de rotina. “O paciente chegou com pressão (arterial) 12 por 8, pupila reagente, freqüência cardíaca normal. Não podemos enviar (à Santa Casa) todos os pacientes que chegam ao PS. Ele ficou em observação e seu quadro se agravou em função de uma pressão intracraniana; e aí foi levado à Santa Casa. É um procedimento normal de observação dentro do pronto-socorro”. Outro ponto em que Ferreira discorda dos familiares de Paulo Sérgio é quanto à gravidade do estado do rapaz ao ser conduzido à Santa Casa. Enquanto a mulher disse que seu estado era desesperador e que seu marido teria sofrido uma parada cardíaca, o secretário deu a entender que estava tudo sob controle. “Ele não fez parada cardíaca, como ela (Suélen) havia falado; fez parada respiratória em função da compressão bulbar (no cérebro). (O médico do PS) descomprimiu e mandou para a Santa Casa, onde o internaram”. Calmo, Ferreira fechou suas declarações dando a entender que houve uma celeuma desnecessária dos familiares de Paulo Sérgio e disse, sem se explicar: “É interessante a gente conversar com as pessoas, com o usuário que tenha algum problema. Mas é bem tranqüilo também para a gente responder a esse tipo de coisa sem que as pessoas procurem algum problema”. Minutos depois das declarações de Ferreira, Paulo Sérgio entrou em coma irreversível O secretário não mais foi encontrado em seu telefone celular para comentar a situação. Diversas ligações foram feitas, entre 16 horas e 20h25, mas todas foram direcionadas à caixa de mensagens.

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