‘Acabaram com minha vida’


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Devido ao quadro clínico de coma irreversível do marido, a doméstica Suélen Silva Carmo revoltou-se com os médicos e enfermeiros do Pronto-socorro “Dr. Janjão”. Ela alega que são profissionais “sem coração” e que não se importam com o sofrimento dos pacientes. Para Suélen, se houvesse uma maior agilidade no encaminhamento à Santa Casa, o quadro não teria se agravado tanto. A jovem disse que buscará na Justiça uma maneira de responsabilizar os culpados pela situação que o marido se encontra. “Acabaram com minha vida”, disse. Comércio - Como foi o atendimento no Pronto-Socorro “Janjão”? Suélen - Colocamos ele numa cadeira de rodas e ficamos na espera. Não quiseram passar ele na frente. Ficou lá, sentado, e eu o segurando, porque estava inconsciente. Não passaram ele na frente. Aí ele caiu, não consegui segurar, e aí sim colocaram ele na maca. Ficaram um tempão atrás do médico e quando ele veio receitou uma injeção e foi embora. Comércio - E depois? Suélen - Tomou três injeções, mas ficou inconsciente do mesmo jeito. Aí, a enfermeira foi aplicar o soro nele e viu que não estava bem. Quem não acorda com uma injeção? Aí ele foi ficando roxo, virando os olhos, já não estava respirando e eu comecei a gritar. Comércio - Só aí que perceberam a gravidade da situação? Suélen - Chamaram os três médicos que estavam lá, quatro enfermeiras e chamaram o Resgate dos bombeiros e levaram ele para a Santa Casa. Chegou lá e foi direto para o CTI. Aí, viram que já era tarde. Comércio - E na Santa Casa, o atendimento funcionou? Suélen - Lá o atendimento foi até rápido. Em meia hora, já disseram que o estado dele era grave. O mesmo médico do Janjão que levou ele. Falou que ele estava respirando por aparelhos, inconsciente, em coma profundo, e que ia precisar fazer uma cirurgia de urgência. Comércio - E as cirurgias não deram resultado? Suélen - O doutor Sinésio disse que fez duas cirurgias, só que já era tarde demais e que o cérebro dele já está morto, que agora é só por aparelhos, que se desligar ele está morto. Foi bem assim que ele falou. No momento não tenho cabeça, mas alguém tem que pagar por isso. Acabaram com minha vida.

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