Não são somente os jogadores que entram no clima de concentração em dia de jogo decisivo. Para a partida da semifinal da Libertadores, hoje, às 21h45, entre São Paulo e Chivas Guadalajara, quem ficará do outro lado do alambrado está apreensivo, mesmo antes do apito inicial do juiz.
Os torcedores francanos que viajarão ao meio-dia, em uma caravana de pelo menos cem pessoas, terão pela frente 391 quilômetros até a capital paulista para pensar nas alegria e possíveis tristezas que os aguardam. Alguns conseguem convencer a família a apoiá-los nesse grito de incentivo pelo time do coração.
Henrique Baldoíno, 22, já deixou suas obrigações todas em dia e vai levar dois tios e o pai, torcedor do Botafogo-RJ, para o Morumbi. “Meu pai e meu tio estão indo para levar meu outro tio, que está com uns 57 anos, mas nunca assistiu a um jogo do São Paulo no Morumbi. Eu vou para ver o jogo”, explicou.
Funcionário da Defesa Civil, conseguiu combinar sua escala de trabalho para não coincidir com o dia da partida. Trabalhou até meio-dia de ontem e agora retornará somente na sexta-feira. Mas sem se preocupar com o trabalho em Franca, estará tudo tranqüilo? Ele responde que não. “Quando a gente já entra no ônibus sente uma sensação diferente, é nervosismo.
Principalmente ouvindo os gritos de todo mundo.”
O torcedor, que já esteve em pelo menos dez outros jogos, entre eles clássicos paulistas, apontou que sente uma grande motivação quando chega ao estádio. “Ao ver um lugar lotado (70 mil lugares estão comprados) é algo muito bonito.” E sobre a segurança classifica que em excursões acredita estar longe de confusões porque não freqüenta metrô ou transporte coletivo e dá um alerta. “Briga quem quer.”
E enquanto Henrique está experiente em decisões, o gerente administrativo Alex Cunha Barcellos, 38, fará sua estréia em um jogo de Libertadores. Por isso mesmo, o dia começará cedo.
Acostumado a chegar em seu trabalho às 7 horas, hoje irá para indústria às 6 horas adiantar o expediente. Um colega da empresa viajará junto e os dois filhos e a mulher ficarão na cidade. “Meu filho e minha filha estão na expectativa de ver o pai na televisão. Pretendo ir para ver como funciona a segurança. Da próxima vez posso levá-los.”
Pela primeira vez no Morumbi, a expectativa dele é de uma vitória magra. “Para poder trabalhar no outro dia feliz. Virei do ônibus direto para o serviço.”
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