Ciúme pode ter provocado bruto assassinato


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Fachada do Sítio Pouse Alegre, em Batatais, onde o Renato Nunes matou sua mulher Mariluza Souza de Jesus, 30: acusado ainda não foi encontrado pela polícia
Fachada do Sítio Pouse Alegre, em Batatais, onde o Renato Nunes matou sua mulher Mariluza Souza de Jesus, 30: acusado ainda não foi encontrado pela polícia
O assassinato da dona de casa Mariluza Souza de Jesus, 30, pode ter sido provocado por ciúmes. A hipótese foi levantada por pessoas próximas ao casal e está sendo investigada pela polícia. Ela foi morta por seu companheiro, o lavrador Renato Nunes de Siqueira, 37, na manhã de sábado, 29, com seis tiros. O crime ocorreu na casa onde moravam, no sítio Pouso Alegre, em Batatais. Por volta das 6h30 do dia do assassinato, Siqueira teria estranhado a demora de um de seus filhos, um garoto de 14 anos, enteado de Mariluza, para chegar ao trabalho na roça e decidido retornar à casa. Ao chegar à residência, teria cometido o crime, utilizando um revólver Taurus calibre 38, que foi encontrado na área de serviços da casa. O que teria levado o lavrador a descarregar a arma em sua mulher ainda é um mistério. A polícia trabalha com a hipótese de crime passional. Antes de morar com Mariluza, Siqueira foi casado com outra mulher, com quem teve dois filhos, um deles o garoto de 14 anos. O jovem residia com o pai e a madrasta no sítio palco da tragédia. Segundo pessoas próximas do casal, o lavrador estaria com ciúmes da proximidade de Mariluza com o adolescente e desconfiado de que a mulher o pudesse estar traindo. A dona de casa foi encontrada morta no quarto onde dormiam seus filhos menores. Siqueira fugiu em seguida, sem deixar pistas e, até o final da tarde de ontem, continuava foragido. Policiais e amigos do lavrador acreditam na hipótese de que ele estaria escondido, esperando passar 72 horas do crime, para sair do estado de flagrante e se entregar à polícia. O crime ocorrido no sábado chocou a cidade. No velório e no enterro de Mariluza, o clima era de profunda tristeza e inconformismo. A dona de casa foi enterrada às 18 horas de sábado, no Cemitério da Saudade, em Batatais. SEMELHANÇA O crime é o segundo homicídio registrado na cidade este ano. O primeiro teve características semelhantes - também foi passional. Em abril, o torneiro mecânico Edson Fernandes Chagas, 37, assassinou sua mulher, Luciana Cristina Branco, 27. Chagas matou a balconista batendo a cabeça dela em um banco de concreto e esmagando-a com uma barra de cimento. Depois, saltou da laje de uma construção para “tentar” o suicídio, mas só conseguiu um trauma na face e uma fratura no punho direito. Ele está preso, aguardando o julgamento que ainda não tem data marcada para ocorrer.

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