Todas as mudanças que acontecerão na Saúde Pública, nos próximos quatro meses, começaram em um desacerto financeiro entre a Santa Casa e a Prefeitura. O hospital alegou que os atendimentos de urgência custavam R$ 338 mil por mês e a administração municipal dizia ter somente R$ 222 mil para custear esses serviços. Sem chegar a um acordo, a solução encontrada pela Prefeitura foi reduzir o número de pacientes encaminhados à fundação.
Assim, por intermédio do Ministério Público, foi elaborado um acordo pelo qual a Prefeitura se comprometeu a assumir, até 19 de novembro, todos os atendimentos ambulatoriais de ortopedia, especialidade com o maior número de encaminhamentos dos prontos-socorros ao hospital.
Segundo levantamentos da Secretaria de Saúde, a ortopedia é responsável, em média, por 140 atendimentos diários nos PSs. Destes, entre 15 e 25 são recambiados para a Santa Casa.
Os atendimentos de emergência (quando há risco de morte do paciente) e de maior gravidade, como traumas cranianos, fraturas expostas e colocação de pinos e platina, entre outros, que requeiram internação, continuarão a ser prestados pela Santa Casa, mesmo após o prazo determinado pelo acordo.
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