O vereador Silas Cuba (PT) ameaça levar o caso da cópia de questões no concurso da Câmara Municipal ao Ministério Público (MP). O petista promete tentar hoje, pela última vez, convencer o presidente da Câmara, Marcelo Mambrini (PMN), a anular a prova de Direito do concurso. Ontem, Mambrini disse, novamente, que não tomará nenhuma providência em relação ao caso.
A polêmica em torno da transparência do processo de seleção começou em 13 de julho, quando o Comércio mostrou que 27 das 30 questões da prova que selecionou dois advogados para trabalhar na Câmara haviam sido copiadas de um exame da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), aplicado em 2001.
Silas Cuba acredita que o MP possa agir caso o “marasmo” Mambrini continue. O petista já apresentou requerimento à Câmara, há uma semana, solicitando a anulação do concurso, mas o pedido foi indeferido. “Ele (Mambrini) simplesmente está lavando as mãos. Apenas repete que mudanças, agora, só através de ação judicial. Qualquer menino de colegial pode verificar que houve a cópia”.
Silas pretende conversar com o presidente da Câmara hoje para decidir como agir. “Dependendo da resposta, a única alternativa será representar junto ao Ministério Público para que a promotoria adote as medidas cabíveis”, disse.
“Eu não tenho poder para anular (o concurso). Cabe aos interessados ingressarem na Justiça para tentar isso de outras formas”, disse Marcelo Mambrini em sua defesa, repetindo as mesmas palavras que vem dizendo desde que tomou conhecimento da cópia de questões no concurso da Câmara.
Ele explicou que o requerimento apresentado por Silas não será respondido. “O requerimento foi feito de forma errada. O texto seguiu para o plenário, quando deveria ter sido enviado administrativamente. Por isso, não há o que eu tenha que responder”, disse. Mambrini afirmou ainda que mesmo que um novo pedido seja apresentado nas formas legais, sua resposta já está definida: “Direi que não há o que a presidência possa fazer”.
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