Mais de 90,3 mil alunos. 8 mil passageiros a mais nos ônibus circulares. 35 mil carros de volta às ruas. 125 vans escolares. Dezenas de ônibus de estudantes da Prefeitura e da região. Com a volta às aulas, nesta segunda-feira, não são apenas os números que assustaram, as confusões no trânsito também.
O “inchaço” na frota de veículos e o aumento no volume de passageiros, somados às obras da Prefeitura, provocaram um verdadeiro caos em ruas e avenidas da cidade. Os motoristas e pedestres precisaram de muita paciência.
Entre os pontos mais críticos nos horários de rush estiveram os trechos das obras de adaptação do sistema viário Cubatão-Bagres nas proximidades do Posto Galo Branco e as proximidades do cruzamento da Avenida Paulo VI com a Rua Francisco Quintanilha Ribeiro, que está impedido. O local é passagem para quem se dirige ou retorna da Unifran (Universidade de Franca) e o desvio tem gerado transtornos aos que passam por ali. O conselho é buscar rotas alternativas ou antecipar a ida para a universidade e evitar atrasos.
Quem depende de ônibus também sofreu ontem. Segundo a Empresa São José, o período de aulas acrescenta 8 mil usuários ao transporte coletivo da cidade. A média diária é de 83 mil passageiros, mas, em julho, reduz-se para 75 mil ao dia em razão das férias. Neste mês, o número de corridas é reduzido. “Suspendemos algumas linhas, pois a demanda é menor. Com o recomeço das aulas, cerca de 20 horários especiais para diversos bairros da cidade são reativados”, disse José Eustáquio, chefe de tráfego da São José.
As linhas transportam passageiros para o Centro e do terminal para a Unifran, Facef e Faculdade de Direito.
As estudantes Flávia Faleiros, 17, e Aline de Souza, 17, tomam ônibus para chegar à Escola Estadual “Torquato Caleiro”. As duas embarcam às 6h30, no Jardim Brasilândia, e voltam para casa às 12h45, do Terminal “Ayrton Senna”. O trajeto leva em média 20 minutos, tempo suficiente para sentir o aperto dentro dos carros com o volume de alunos e trabalhadores transportados. “Quando o ônibus pára no ponto da Avenida Presidente Vargas, é uma loucura por causa dos alunos da “João Marciano” (escola estadual). Os corredores ficam bem cheios”, disse Flávia.
DISCIPLINAR
Para evitar transtornos e acidentes, o chefe de Segurança e Trânsito Sérgio Buranelli pretende fazer um trabalho de conscientização com os motoristas. “Já me coloquei à disposição dos diretores das escolas para participar das reuniões de pais e mestres. Quem busca as crianças precisa sair de casa um pouco mais cedo e estacionar devidamente, não deixando os filhos pequenos correrem pelas ruas. Isso é arriscado”. Buranelli não informou quando serão esses encontros.
A estimativa dele é que o reinício das aulas coloca 35 mil veículos a mais nas ruas.
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