Assassino de membro do PCC tenta fugir


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Carcereiros descobriram túnel no interior do xadrez em que Maikon Rodrigues está recolhido. Por já ter escapado da cadeia uma vez, policiais acreditam que ele seria o mentor da nova tentativa de fuga
Carcereiros descobriram túnel no interior do xadrez em que Maikon Rodrigues está recolhido. Por já ter escapado da cadeia uma vez, policiais acreditam que ele seria o mentor da nova tentativa de fuga
Quem conhece de perto a rotina da cadeia do Jardim Guanabara pressentia que alguma coisa estava para acontecer. Os presos estavam muito quietos, sem causar problemas. Eles trabalhavam na escavação de um túnel para tentar uma fuga em massa. O plano foi descoberto e frustrado pela equipe de carcereiros ontem. O buraco foi aberto debaixo de uma cama da cela número 22. No local, estavam recolhidos 19 presos, entre eles Maikon Rodrigues Machado, 22, o “Maikon Magrelo”, que confessou ter matado e queimado o corpo de Cledinaldo Peres Neves, 32, na madrugada do domingo passado. A vítima era amiga do líder do PCC, Marcos William Herbas Camacho, o “Marcola”, e pretendia assumir o comando da facção em Franca. A polícia acredita que Maikon tenha sido contratado para cometer o bárbaro assassinato. Ele nega e disse que matou por causa de supostos gracejos feitos por Cledinaldo à sua mãe. O criminoso já havia cometido outro homicídio em 2003. Condenado, foi recolhido à Colônia Agrícola de Ribeirão Preto, de onde fugiu no dia 9 de dezembro. “Devido ao seu histórico, acreditamos que ele está envolvido na tentativa de fuga de hoje (ontem). Vamos acompanhá-lo de perto”, disse o delegado Alan Bazalha Lopes, diretor da cadeia. Há vários dias, os policiais suspeitaram de barulhos estranhos vindos do xadrez 22. Durante vistoria de rotina feita na manhã de ontem, os carcereiros fizeram a descoberta. O túnel foi escavado em direção ao pátio externo com o emprego de facas artesanais e utensílios domésticos. A intenção dos detentos era chegar aos fundos da cadeia e ganhar as ruas. Não tiveram tempo. A cela foi interditada e os presos distribuídos em outros xadrezes. “Eles serão penalizados por causa do mau comportamento e perderão todas as regalias por tempo indeterminado. Também comunicaremos a tentativa de fuga à Justiça”, disse o delegado. Exemplos anteriores mostram que uma fuga por meio de túneis não é a melhor alternativa para os detentos do Guanabara. Por várias vezes já tentaram esse expediente e sempre se deram mal. Os que já conseguiram escapar, ou saíram pela porta após render os policiais ou fugiram pelo alambrado existente sobre o pátio. Em abril deste ano, 12 presos arrombaram as grades da cela e chegaram até a marquise existente sobre o pátio. Para isso, usaram uma corda feita de lençóis e cortaram o alambrado de proteção. Desceram por uma escada e caminharam cerca de 20 metros até chegarem ao muro dos fundos da cadeia. Pularam o obstáculo e ganharam a Rua Abrão Jorge. Cinco deles ainda não foram recapturados.

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