A onda de violência que toma conta da cidade mais uma vez chega à zona rural. Na tarde de ontem, três homens, armados com revólver e facão, renderam o administrador de uma fazenda mais um empregado e roubaram a importância de R$ 3.300 em dinheiro e dois talões de cheques. O assalto aconteceu por volta das 15 horas, na Fazenda Santa Cruz, região da Casa Seca, situada na altura do quilômetro 18 da Rodovia João Traficante.
Os assaltantes agiram quando o administrador da Fazenda AGR, 60, passava o dinheiro para o funcionário realizar o pagamento de 20 lavradores, que trabalhavam na colheita do café. Segundo as testemunhas, os bandidos estavam encapuzados e saíram do meio do cafezal, rendendo as vítimas, que contavam o dinheiro.
Dois dos ladrões estavam armados de facões e o terceiro empunhava uma arma de fogo, provavelmente calibre 32. “Eu estava recontando o dinheiro para pagar a turma. De repente, eles surgiram do meio do café, gritando que era um assalto. Um me ameaçou e quase me acertou com o facão. Ele levou minha carteira com dois talões de cheques pediu o dinheiro e saiu correndo pelo mato”, disse o administrador.
Ao ver os homens armados, os apanhadores de café correram assustados. “Iria pagar a turma com o dinheiro. Parece que eles já sabiam do horário de pagamento”, disse o encarregado dos trabalhadores. As vítimas ligaram para a polícia utilizando um aparelho celular.
Várias viaturas fizeram patrulhamento por toda a extensão da fazenda, com aproximadamente 100 alqueires de plantação de café. Horas depois, uma ligação anônima para a Polícia Militar informava que um homem estaria correndo pela Rodovia João Traficante.
Uma equipe da Força Tática da Polícia Militar foi ao local e deteve um suspeito. Ele portava um facão semelhante ao usado durante o roubo. Levado à delegacia, os policiais constataram que LFC, 26, morador da cidade de São Paulo, já cumpriu pena por diversos crimes, dentre eles o de assalto à mão armada.
As vítimas estiveram no 3º Distrito Policial, mas não reconheceram o homem como um dos assaltantes. Por falta de provas ele foi liberado, mas antes foi ouvido na DIG (Delegacia de Investigações Gerais).
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