Crimes no trânsito: punições não têm rigor


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A filha Laís Sanches Guimarães, 17, a mulher, Ednéia da Silva Sanches, 37, e a irmã, Clédna Rodrigues Lopes, 33, convivem com a perda de Vando Vicente Rodrigues (de camisa branca, na foto menor) e lutam contra a impunida
A filha Laís Sanches Guimarães, 17, a mulher, Ednéia da Silva Sanches, 37, e a irmã, Clédna Rodrigues Lopes, 33, convivem com a perda de Vando Vicente Rodrigues (de camisa branca, na foto menor) e lutam contra a impunida
No dia 31 de maio, por volta de 19 horas, o técnico em telefonia Vando Vicente Rodrigues transitava pela Avenida Jaime Telini com sua motocicleta, quando foi violentamente atingido por um Chevette. Arremessado a uma distância de 30 metros, chocou-se contra um poste e sofreu fratura de crânio e politraumatismo. Chegou a ser socorrido, mas, menos de vinte e quatro horas depois, não resistiu e morreu no hospital. Motorista do veículo, o sapateiro EG, 37, foi preso por policiais militares e conduzido ao Plantão Policial. Estava visivelmente bêbado e mal se firmava sobre as pernas. Foi preso em flagrante. Horas depois, pagou fiança de R$ 700 e foi liberado. Passados dois meses da morte de Vando Rodrigues, EG continua nas ruas e a única punição efetiva sofrida por ele foi a apreensão de sua CNH. Ele responde, em liberdade, a processos na Justiça e na Ciretran. A mulher da vítima, Edinéia Sanches, além de conviver com a dor da perda, luta, agora, contra a impunidade. Fez faixas, adesivou veículos de familiares e amigos e pensa até em organizar uma associação com pessoas que passaram pelo mesmo problema. “Só acho que o causador do acidente estaria pagando pelo estrago que fez em nossas vidas sob duas hipóteses: se fosse preso ou obrigado a se tratar do alcoolismo, porque várias testemunhas disseram que é comum ele dirigir bêbado. Mas, infelizmente, sei que nada disso será feito”, disse emocionada. Sem o marido, que arcava com as despesas da casa, Edinéia, que vive com a filha Laís, 17, passa por dificuldades financeiras. Como não era casada legalmente com Vando Rodrigues, não conseguiu receber o seguro do DPVAT. “Estou passando por apuros. A morte de meu marido me pegou de surpresa. Estou lutando com a tristeza e com muitos problemas. E o homem que o matou sequer teve a dignidade, até hoje, de perguntar como estamos, se nos falta algo em casa”. Edinéia Sanches não decidiu se processará EG por danos morais e materiais. “Não parei para pensar nisso ainda”. A polícia concorda que a punição é branda (leia texto ao lado).

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