Aumenta disputa pelo poder e campanha ganha as ruas


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Comitê da Chapa 1 tenta atrair sapateiros ao lado do sindicato da categoria: vantagem na disputa pelos votos?
Comitê da Chapa 1 tenta atrair sapateiros ao lado do sindicato da categoria: vantagem na disputa pelos votos?
Enquanto várias restrições impedem uma campanha escandalosa para as eleições de outubro, que elegerão presidente, governadores de Estado, senadores e deputados federais e estaduais, em Franca a briga pelo poder no Sindicato dos Sapateiros está cada vez mais acirrada. As eleições acontecem entre os dias 7 e 9 de agosto. A chapa vencedora dirigirá o sindicato por dois anos. Com origem na falta de acordo entre as principais lideranças, personalizadas nas figuras do presidente licenciado, Paulo Afonso Ribeiro, da ala esquerda do PT e ligada ao P-Sol, e seu antecessor, Milton da Silva, da CUT e da tendência moderada petista, a briga pelo voto dos pouco mais de 3 mil associados ganhou as ruas. Nas portas das fábricas, nos pontos de ônibus e botequins, já se vê um ou outro com camisetas, revelando as preferências. Se os candidatos às eleições de outubro ainda esperam a largada para o horário gratuito no rádio e na televisão, na briga pela diretoria da principal associação proletária da cidade, vale tudo. Na Rádio Difusora AM (1.030 kHz), por exemplo, as duas chapas adquiriram comerciais de 30 segundos nos principais programas, além de possuírem um programa próprio, A Voz do Sapateiro, hoje, ao meio-dia, logo após o Mesa Redonda, da equipe esportiva. Candidato a deputado estadual pelo PT, Paulo Afonso Ribeiro tem limitações da lei para divulgar sua campanha para a Assembléia Legislativa. Assim, o recurso é recorrer à campanha para a diretoria do sindicato para divulgar seu nome. Paulo Afonso alugou um pequeno cômodo próximo ao sindicato para organizar sua campanha. AJUDA Uma outra característica das campanhas de eleições de sindicatos é a ajuda que as chapas recebem de sindicatos de outras cidades. A Chapa 1, de Paulo Afonso, afirma ter o apoio de sindicatos de metalúrgicos, bancários e da construção civil de Campinas, Limeira e de municípios do litoral. A Chapa 2, de Milton da Silva, pegou emprestado o carro de som do Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba, um dos maiores do Estado.

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