Presos da Apare de Franca produzirão tijolos de couro


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Uma parceria firmada entre a iniciativa privada e a Apare (Associação de Proteção ao Reeducando e Egresso) permitirá que presos de bom comportamento da cadeia do Jardim Guanabara fabriquem tijolos feitos a partir de retalhos de couro dispensados da indústria local. A estimativa é produzir 10 mil unidades por mês. Os preparativos já estão em fase de conclusão e a novidade deverá ser implantada a partir do mês que vem. A construção de blocos feitos de retalhos é um projeto inédito de uma engenheira francana, desenvolvido com o apoio da Unifran (Universidade de Franca). O objetivo é oferecer alternativas para o reaproveitamento dos resíduos e contribuir com a preservação do meio ambiente. Recentemente, o advogado Alexandre César Lima Diniz, presidente da Apare, foi procurado pelos idealizadores do projeto para discutir a possibilidade de os presos reeducandos atuarem na fabricação dos tijolos. A proposta foi aceita de imediato. “Achamos a idéia muito interessante e resolvemos participar dos trabalhos. Já estamos moendo os retalhos de couro e, em breve, começaremos a produzir os materiais. Dependemos apenas da chegada de uma máquina para fazer a mistura com a cola própria”, contou. A intenção é colocar os tijolos à venda no mercado de Franca. Segundo o presidente da Apare, a entidade já foi procurada por empresários interessados em adquirir o produto de maneira experimental. “Também pretendemos negociar com as construtoras. Existe um compromisso de vender também para o poder público”. Atualmente, a Apare oferece emprego para 16 detentos de bom comportamento. Eles trabalham na confecção de luvas, sapatos e cintos, além de cuidarem de uma horta comunitária. A diretoria pretende fazer novas parcerias para ampliar o número de presos atendidos. “O índice de reinserção desses detentos na sociedade é de quase 100%. A pessoa que passa pela Apare, quando sai, não volta a cometer crimes. O preso que trabalha com a gente vive em um ambiente muito mais saudável do que o existente no interior das celas”, disse Alexandre Diniz.

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