O calor intenso e prolongado e a ausência de chuva têm deixado o ar seco em todo o Estado de São Paulo, mas a previsão é de que o tempo vai mudar neste fim de semana em Franca. Hoje, as condições climáticas continuam semelhantes as de ontem, porém a partir de amanhã uma massa de ar frio começará a chegar na região com grande probabilidade de chuva.
Segundo a meteorologista Luciene Dias, do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), a tarde de sábado apresentará chuva rápida e isolada, com o isso o domingo será instável e com nebulosidade variada.
As mudanças provocarão queda na temperatura. “Faz muito tempo que não chove na cidade e isso ajudará a aumentar a umidade do ar. A próxima semana começará bem diferente”, disse.
De acordo com os dados do Inmet, a última chuva registrada em Franca foi no dia 27 de junho, exatamente há um mês. “É normal nesta época do ano chover pouco, mas na região norte a seca está prolongada”, disse Luciene.
A situação ocorre principalmente porque Franca não sofre influências de massas de ar frio ou frentes frias. As poucas que chegaram a se aproximar, não foram capazes de provocar chuvas ou quedas de temperatura. Ontem, os termômetros do Inmet registraram 29 graus na cidade. A umidade relativa do ar foi de 29% no período da tarde.
O índice deixou os profissionais de saúde em estado de atenção. “O bom é que as pessoas evitem exercícios físicos entre 10 e 17 horas e não fiquem em locais aglomerados. Todos devem beber bastante água e umedecer as narinas e os olhos com soro fisiológico”, disse André Madeira, meteorologista do Instituto Climatempo. Um nível de umidade relativa do ar inferior a 20% pode trazer riscos à saúde, de acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde).
Na região de Ribeirão Preto, a situação é ainda pior. Na terça-feira, a umidade relativa do ar ficou em 12% e o clima ficou com características de deserto. Ontem, a situação melhorou um pouco, mas às 15 horas registrou índice de 20% e temperatura máxima de 32 graus.
Além do tempo seco, a população que sente na pele os transtornos causados pela baixa umidade do ar, também sofre com a concentração maior de poluentes na atmosfera, o que diminui a qualidade do ar e aumenta o número de doenças respiratórias.
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