Olhos, pele e nariz secos, tosse e sensação de garganta arranhada, choques quando toca em tudo o que é de metal, por causa da eletricidade estática. Sem contar problemas mais sérios de saúde como rinites, bronquites e asma. Todos estes transtornos vêm acontecendo nos últimos dias por conta do tempo seco e quente em pleno inverno registrado em toda a região. Ontem, os termômetros locais marcaram a máxima de 29ºC, às 17h30. A Umidade Relativa do Ar, subiu um pouco em relação à segunda-feira, sendo registrada 29%, ante 20% anteriormente, conforme o Instituto Meteorológico Climatempo.
A boa notícia é que a partir deste sábado o tempo começa a mudar e já no domingo há 70% de probabilidade de ocorrer chuva na região. O fato foi comemorado pelo comerciante do jardim Cambuí, Licério Alves da Silva, ontem. O bairro não tem asfalto, e a única maneira de se livrar do pó durante o dia em suas mercadorias é fazendo três ou quatro limpezas diárias no local e jogar água na rua em frente a sua mercearia. “Um caminhão pipa da Prefeitura tem jogado água uma vez por semana pelo bairro. Mas não resolve. A secura é diária”, disse.
A falta de chuva há um mês (vale lembrar que chuva acima de 10 milímetros não ocorre em Franca á 111 dias), tem criado transtornos para a dona de casa Guaracy de Almeida Franciscone. Ela se mostrou preocupada com a saúde do filho Igor Henrique. “Todos os dias, quando a noite cai, ele tem crise de bronquite”, disse Guaracy. “Só quando chove, eu não tenho crises”, disse o filho.
Em dúvida, o aposentado Wilson Pereira quer se orientar: “Esse tempo seco e a poeira dá dor de garganta?”. De acordo com o secretário de Saúde de Franca, Alexandre Ferreira, o tempo seco prejudica a saúde e o sistema respiratório é o principal. “Nestes dias, cuidados simples como colocar toalha molhada nos quartos ao dormir pode diminuir os efeitos negativos do tempo seco”. Por causa de uma dor de garganta, Wilson deixou de cantar algumas “modas de viola”. “Espero que a chuva venha rápido”, disse.
QUEIMADAS
O tempo seco e o forte calor das últimas semanas também têm colaborado para o aumento da probabilidade de ocorrerem queimadas em zonas rurais e urbanas, por causa da palhada seca do mato nestas áreas.
Nesta semana, um incêndio destruiu 40 hectares de pinus do Horto Florestal de Batatais. Outros três incêndios em estabelecimentos e residências de Franca também foram debelados com muito trabalho do Corpo de Bombeiros. A baixa qualidade do ar, umidade reduzida e temperaturas elevadas também fizeram que o governo baixasse uma portaria proibindo as queimadas nos canaviais de todo o Estado de São Paulo.
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