Quatro fogem de cadeia pública de Batatais. Só um é recapturado


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Quatro presos fugiram da Cadeia Pública de Batatais na tarde de ontem. Menos de duas horas depois, um deles, André Luís, foi recapturado. Os outros continuam foragidos. Depois de passar por reforma, a cadeia que ficou interditada por um ano e três meses, recebeu os presos há 72 dias, quando foi considerada, segundo pareceres técnicos, adequada para abrigar detentos e funcionários. Os detentos fugiram por volta das 14h30, durante o horário de visitas. Segundo informações da Polícia Militar, com o objetivo de evitar um possível tumulto, a visitação não foi suspensa e familiares dos detentos permaneceram dentro da cadeia até aproximadamente 17 horas. Para fugir, os presos utilizaram uma “tereza” (corda feita de pano) e chegaram a um buraco feito por eles na tela de proteção do pátio de banho de sol. Após terem acesso ao telhado da cadeia, desceram pela parte da frente e fugiram pela Avenida Quinze de Novembro. O moradores vizinhos da prisão viram vários presos sobre o telhado do local e comunicaram o fato à PM, que informou a carceragem. Um dos carcereiros teria disparado cinco tiros para cima e evitado a fuga de outros três detentos. Em pouco tempo a Polícia Militar da região foi informada das fugas e deve permanecer em alerta para tentar recapturar os criminosos ainda foragidos. O prédio da cadeia, localizado na região central da cidade, apesar de ter capacidade para abrigar 21 detentos, após a desinterdição recebeu, no dia 16 de maio, 54 presos que estavam detidos em unidades da região, a maioria deles na cadeia do Jardim Guanabara, em Franca. Atualmente, o local abriga 81 detentos. A reforma foi concluída em fevereiro e, conforme perícias realizadas no local, todas as deficiências estruturais, incluindo os problemas referentes às normas de segurança, foram solucionadas. As obras incluíram a substituição dos sistemas hidráulico e elétrico, a elevação do contrapiso das seis celas em dez centímetros e a colocação de malhas de ferro em toda a extensão das celas. Pisos, azulejos e telhado também foram trocados e foram construídos banheiros para visitantes e um parlatório.

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