Os casos de meningites na região em 2006 cresceram quase 65% em relação a 2005. A Secretaria Estadual de Saúde, a DIR-13 (Diretoria Regional de Saúde), que integra 22 cidades, registrou, em apenas seis meses, 65 ocorrências, quatro das quais foram fatais. Só em Franca, 32 pacientes ficaram doentes e uma mulher de 50 anos morreu. Durante todo o ano de 2005, 79 pacientes foram infectados e sete deles morreram.
A média mensal da doença saltou de 6 para 10 casos, mas apesar do aumento, as autoridades descartam surto da doença. “Não há surto. Registramos meningites de todos os tipos. Neste ano, o tempo está muito seco e favorece a proliferação de vírus, que estão causando uma série de doenças: gripes, problemas respiratórios, diarréias e as meningites”, disse Hersz Lichtcajer, diretor da Vigilância Epidemiológica da DIR-13.
As autoridades de saúde consideram surto quando os casos de meningite meningocócica (esse é o único tipo que pode causar epidemia, pois as bactérias causadoras são transmitidas pelo ar) ultrapassam a média de uma ocorrência para cada cem mil habitantes em um período curto. Em Franca, que possui 322 mil habitantes, seriam considerados normais três casos.
“As meningites registradas na cidade são de tipos diferentes e foram isoladas. Para ser considerado surto, deveriam ser relacionadas para comprovar a transmissão e terem ocorrido em curto período. Isso não aconteceu”, disse Homero Rosa Júnior, médico da Vigilância Epidemiológica Municipal.
A meningite é uma inflamação nas meninges (parte transparente que recobre o cérebro) e, se não diagnosticada e tratada precocemente, pode matar. Causada por bactérias e vírus, pode ser transmitida pela respiração, saliva e secreção de doentes.
Em alguns tipos, as bactérias já vivem no organismo da pessoa e, quando a imunidade diminui, elas podem entrar na corrente sangüínea e atacar o sistema nervoso, provocando meningite.”Os sintomas são febre alta, dor de cabeça, rigidez na nuca e prostração. A pessoa deve procurar o médico com urgência”, disse Homero.
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