Santa Casa continua a atender urgências


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O secretário de Saúde, Alexandre Ferreira (em primeiro plano), ao lado do superintendente da Santa Casa, Fernando Bueno, durante coletiva na tarde de ontem. Após várias negociações, as duas partes resolveram mante
O secretário de Saúde, Alexandre Ferreira (em primeiro plano), ao lado do superintendente da Santa Casa, Fernando Bueno, durante coletiva na tarde de ontem. Após várias negociações, as duas partes resolveram mante
A Santa Casa e a Prefeitura de Franca, após meses de duras negociações, fecharam ontem um acordo que definiu a situação dos atendimentos de urgência aos usuários do SUS (Sistema Único de Saúde) na cidade. O hospital continuará prestando os serviços de maneira geral, exceção feita aos casos de ortopedia, que serão absorvidos pela Prefeitura. As mudanças serão graduais e não têm prazo para acontecer, mas deverão ser postas em prática nos próximos dias. Para isso, a Prefeitura descarta a necessidade de grandes investimentos e diz que remanejará os próprios recursos destinados à Saúde. Na teoria, tudo parece plausível, mas, para dar certo, será necessária uma severa alteração na organização e no espaço físico do PS “Dr. Janjão”. O secretário de Saúde, Alexandre Ferreira, reconheceu a audácia do projeto, mas disse que ele é perfeitamente viável. Para assumir a ortopedia, a Prefeitura vai aproveitar as dependências dos próprios prontos-socorros. Será montado um ambulatório nas salas anexas ao raio-x. Pelo menos nove ortopedistas terão de ser contratados para atender a uma demanda média de 140 casos diários. Destes, em média, 20 chegam à Santa Casa. Dos R$ 222 mil que a Prefeitura disse dispor, a quinta parte, ou R$ 44,4 mil, seria destinada à ortopedia. E com o remanejamento deste dinheiro, hoje pago ao hospital, para a Secretaria de Saúde, a estrutura toda seria viabilizada. Ferreira disse ainda que a Prefeitura reduzirá os “gargalos” operacionais nas demais especialidades para levantar mais verbas. “Se uma grávida tiver um sangramento, será atendida no ‘Janjão’, isso não será alterado. O que mudará é que o médico poderá requisitar diretamente sua internação à Santa Casa. Não precisará mais de outra consulta ambulatorial ao chegar no hospital, como fazemos atualmente. São pequenas medidas, mas que trarão grande economia”. O otimismo é tanto que Ferreira disse que até o problema de superlotação do PS “Janjão” será resolvido por meio do mesmo projeto. “Dos 400 atendimentos que fazemos hoje, 140 são de ortopedia. Como estes serão atendidos por ortopedistas, restarão 260 para o mesmo corpo clínico. Toda a Saúde apresentará melhora”. Do lado da Santa Casa, a sensação era de alívio. O déficit com atendimentos de urgência, segundo a fundação, era de R$ 191 mil mensais. Sem a responsabilidade de atender ortopedia, a expectativa do superintendente Fernando Bueno é otimista. “Além desta especialidade, o atendimento mais criterioso nos prontos-socorros será importante para a diminuição do fluxo. Acho que ganharão o hospital, a Prefeitura e, principalmente, a população”.

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