Meningite já matou duas pessoas na região


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A região de Franca já registrou cinco casos de meningite este ano. Dois pacientes morreram na região, um deles um bebê de apenas quatro meses e outro um adolescente de 14 anos. As outras três pessoas, uma delas ainda sob monitoramento, passam bem. Os números não são oficiais. O órgão responsável pelo controle da doença, a Vigilância Epidemiológica, prometeu divulgar hoje quantos casos foram registrados na região nos primeiros meses de 2006. Apesar de as autoridades discartarem a existência de um surto da doença na região, o número de casos preocupa. “A situação está sob controle. Tivemos ocorrências, mas não há focos da doença, ou seja, são casos esporádicos e sem relação entre si. Durante o ano inteiro, a Vigilância monitora ocorrências de meningites, mas os casos tendem a ser mais comuns no frio. É algo esperado”, disse o médico da Vigilância, Homero Rosa Júnior, que prometeu apresentar números à reportagem hoje. Uma vítima da doença foi Jardel Messias Gonçalves, de apenas 4 meses, de Restinga. No dia 12 de julho, a criança chegou ao Pronto-Socorro Infantil de Franca com febre alta e convulsões, e morreu horas depois. A causa da morte foi confirmada ontem pelo Secretário de Saúde Alexandre Ferreira. “O bebê morreu de meningite”, disse (leia mais em texto nesta página). Em abril, a doença matou um jovem de 14 anos seis horas após sua entrada na Santa Casa de São Joaquim da Barra, com febre intensa e dores pelo corpo. A médica Carmem Grijalba, coordenadora do setor de controle de infecção hospitalar do Hospital Unimed, disse que entre junho e julho deste ano, três crianças entre 4 e 8 anos tiveram a doença. Uma delas do tipo meningocócica. O paciente foi medicado, recebeu alta e está na fase de monitoramento da doença para saber se haverá seqüelas. Os outros dois casos atendidos no Hospital Unimed foram de meningite bacteriana, cujos agentes causadores não foram identificados. “As pessoas também estão bem e não tiveram outros problemas.” ALERTA As meningites são perigosas, pois podem evoluir rapidamente e deixar seqüelas irreversíveis, como perdas da visão e audição, problemas neurológicos e comprometimento dos movimentos de braços e pernas. “Todo caso de meningite é potencialmente grave. A meningocócica é aguda e pode matar em até 24 horas. Dependendo do tipo, a letalidade é de 25%”, disse Carmem Grijalba. A recomendação médica é procurar atendimento médico assim que aparecerem sintomas suspeitos, como dor de cabeça intensa, vômito em jato, febre alta e, principalmente, prostração.

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