Vereadores da oposição querem o cancelamento de prova de Direito


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Os vereadores da oposição querem anular a prova de Direito do concurso público homologado pela Câmara Municipal e a conseqüente contratação dos dois advogados aprovados. A maioria das questões foi copiada da prova aplicada pela OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) em 2001, o que pode dar margem a favorecimento de candidato que soubesse dessa informação. Nem a presença na Câmara e as explicações técnicas dadas pelo professor José Sérgio Saraiva, responsável pela elaboração da prova e que negou a cópia, demoveu os parlamentares da idéia. “Só ouvi repetições de tudo o que havia sido dito. Não foi apresentado nada de novo”, disse Silas Cuba (PT). A polêmica em torno da lisura do concurso se instalou desde o dia 13 de julho, quando o Comércio denunciou a cópia de 27 das 30 questões da referida prova. Silas Cuba e Gilson Pelizaro apresentaram requerimento solicitando o cancelamento da prova. O presidente da Câmara, Marcelo Mambrini, indeferiu o pedido, mas os vereadores prometem não desistir. “O que me indignou na atitude do presidente é que ele sequer permitiu a discussão do requerimento em Plenário. Simplesmente disse que estava fazendo uso de suas prerrogativas e indeferiu. Vamos insistir”, disse Cuba. Ele e Pelizaro disseram que farão uma análise minuciosa das declarações de Saraiva e que, se constatada qualquer distorção, novo requerimento será protocolado. Mambrini disse que não restam dúvidas quanto à lisura do concurso e que qualquer reclamação, agora, só poderá acontecer no Judiciário. “Não há mais o que fazer enquanto vereador e presidente da Câmara. Todo o processo foi honesto e agora só caberão recursos dos candidatos eliminados na esfera da Justiça”. SARAIVA A presença do advogado José Sérgio Saraiva, ontem, na Câmara, parou a sessão. Ele não foi ao Plenário. Preferiu se reunir com os vereadores em uma sala. Em suas explicações, citou várias vezes que a cópia de questões utilizadas em provas anteriores só seria plágio se fosse realizada por pessoas não autorizadas. “Sou membro da OAB. Ajudo na elaboração de questões para concursos. A instituição é minha e posso pegar e reproduzir o que eu quiser de seu material”, disse ele, parecendo esquecer que a principal discussão sobre seu procedimento não é se houve plágio e sim que a cópia quase completa de um material já divulgado anteriormente abre brechas sobre a lisura do concurso. Saraiva apontou ainda pequenas modificações nas questões. “Não utilizei as questões na íntegra. Mantive alguns enunciados, mas troquei as respostas de posição e acrescentei outras opções de resposta para aumentar o grau de dificuldade”, disse.

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