Comércio - Por que os sapateiros devem votar na sua chapa? Qual a diferença dela em relação à do concorrente?
Paulo - Oferecemos a possibilidade de ter um sindicato que não vai levar em consideração quem estiver do outro lado (no governo), que não se atrela a ninguém, se for para flexibilizar direitos.
Comércio - Depois de doze anos juntos, na mesma diretoria, por que vocês resolveram se separar?
Paulo - Tenho falado na porta das indústrias que não há questão pessoal. Prova que, na véspera da convenção, assinamos um acordo que foi rompido pela outra chapa. Havíamos firmado o acordo e eles saíram da convenção porque não suportaram as críticas.
Comércio - Como está o relacionamento entre vocês hoje?
Paulo - Eu, particularmente, tenho evitado a convivência. Não há como fingir que está tudo bem. Da minha parte como pessoa tenho tratado com respeito e democracia, sem questões pessoais e feito com um debate extremamente político.
Comércio - O senhor é candidato a deputado estadual. Como fará se vencer as duas eleições (no sindicato e na Assembléia Legislativa)?
Paulo - O que posso dizer é que nossa direção trabalha colegiadamente. Presidente é para assinar cheques e documentos. Quem toca o cotidiano do sindicato é a diretoria. Após a campanha no sindicato vou retomar o debate eleitoral. Agora a prioridade é o sindicato, embora digam que estou aproveitando o momento.
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