Um incêndio consumiu mais de 40 hectares (400 mil metros quadrados, o equivalente a 51,9 campos de futebol) da Floresta Estadual de Batatais. O fogo começou a se alastrar na segunda-feira e, na noite de ontem, funcionários continuavam combatendo tentando conter as chamas.
A polícia e o Ministério Público Estadual investigam se o incêndio foi acidental ou provocado. A baixa umidade relativa do ar, em torno de 30% na tarde de ontem, aliada ao vento, fez com que o fogo se alastrasse rapidamente pela vegetação. Entre segunda-feira e ontem, mais de dez caminhões-pipas da prefeitura e empresas locais foram usados no combate ao incêndio, já que a cidade não tem Corpo de Bombeiros.
“Havia dois anos que não tínhamos um incêndio maior. Muito provavelmente alguém provocou e foi agravado pela seca. O fogo foi colocado no talhão de pinus, em uma área que estava protegida e fica difícil controlar”, disse o engenheiro agrônomo Marcelo Zanata, diretor da floresta.
EM FRANCA
O incêndio em Batatais não foi um fato isolado. Em Franca, em apenas em dois dias, quatro incêndios foram registrados e deram muito trabalho ao Corpo de Bombeiros. Um deles ocorreu na madrugada de ontem em um depósito de sucatas no Jardim Aeroporto III. Os soldados levaram quase seis horas para vencer as labaredas (leia mais no texto ao lado).
Ainda pela manhã, os bombeiros foram acionados novamente para apagar as chamas em uma garagem que desabou na Vila São Pedro. No fim da tarde, mais um incêndio foi registrado na cidade, desta vez no Jardim Cambuí, onde uma casa pegou fogo. Uma casa também foi totalmente queimada na manhã de segunda-feira no Jardim Dermínio. Ninguém se feriu. A polícia suspeita que dois dos incêndios em Franca possam ter sido criminosos.
O Corpo de Bombeiros de Orlândia também registra focos de incêndio na zona rural, principalmente às margens das rodovias. “Muitos motoristas jogam cigarro pela janela e isso pode levar a uma queimada por conta do capim seco. Muitos andarilhos também colocam fogo às margens de rodovias por pura negligência”, disse o segundo-sargento Osnir de Assis.
Colaboraram Patrícia Paim, Edson Arantes e Daniel Rodrigues.
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