Autor e vítima usaram cocaína antes do crime


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Maikon Rodrigues Machado, o “Maikon Magrelo”, não é de levar desaforos para casa e usa métodos um tanto quanto violentos para eliminar quem ousa desafiá-lo. Embora jovem - tem apenas 22 anos -, já havia cometido outro homicídio em 2003, no Jardim Paulistano. Na oportunidade, matou um homem com golpes de enxada. “Ele mexeu com minha mulher”. Foi condenado a seis anos de cadeia e cumpria a pena na Colônia Agrícola de Ribeirão Preto, de onde fugiu no dia 9 de dezembro do ano passado. No início da noite de ontem, Maikon contou detalhes do segundo assassinato por ele cometido. Disse que havia levado Cledinaldo à sua casa e que comeram juntos. Em determinado momento, a vítima teria destratado sua mãe, falando alto com ela e fazendo gracejos. Imediatamente, decidiu matar o amigo. Simulou estar tudo bem, dizendo que havia esquecido o problema, e o convidou para cheirar cocaína. Seguiram no carro da vítima até os fundos do Jardim Aviação e pararam em uma estrada de terra. Desceram e espalharam a droga sobre uma capa de CD. “Eu cheirei primeiro. Na vez dele, cheguei perto e falei: chegou sua hora. Disparei quatro vezes em sua direção. Ele subiu doidão”. Na seqüência, Maikon teria saído com o carro da vítima e comprado dois litros de álcool em uma farmácia do Jardim Aeroporto III. Despejou o conteúdo de um frasco sobre o veículo e ateou-lhe fogo. De acordo com sua versão, retornou ao local onde estava o cadáver, esparramou o álcool e ateou-lhe fogo. Ainda com o corpo em chamas, teria efetuado outro disparo na vítima. Após o crime, Maikon foi para a casa de sua namorada, no Jardim Aeroporto. Acreditava estar seguro e pensava em fugir para São Paulo, mas não teve tempo. Preso, disse que estava arrependido, mas não demonstrou remorso: “Ele era um safado”.

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