‘Quase aleijaram minha filha’, diz mãe

A sapateira Josiane Almeida Monteiro de Castro, 36, acusou o corpo de enfermagem do PS Infantil de aplicar uma injeção de maneira errada em sua filha, a estudante Viviany Almeida Monteir

25/07/2006 | Tempo de leitura: 2 min

Estudante recebe compressa de água morna no local da injeção. Mãe da garota disse que injeção foi aplicada no lugar errado, o que provocou susto e revolta na família
Estudante recebe compressa de água morna no local da injeção. Mãe da garota disse que injeção foi aplicada no lugar errado, o que provocou susto e revolta na família
A sapateira Josiane Almeida Monteiro de Castro, 36, acusou o corpo de enfermagem do PS Infantil de aplicar uma injeção de maneira errada em sua filha, a estudante Viviany Almeida Monteiro de Castro, 11. A menina ficou com a perna paralisada e teve de ser internada na Santa Casa de Franca. A injeção, segundo a sapateira, atingiu o nervo ciático e poderia ter deixado graves seqüelas. A família procurará as autoridades de Saúde da cidade para cobrar providências. Josiane Castro disse que o problema começou na segunda-feira, 17, quando a filha reclamou de dores para engolir e foi levada ao Pronto-Socorro Infantil. O médico teria diagnosticado uma infecção na garganta e receitado Benzetacil, antibiótico à base de penicilina. Poucas horas após a aplicação, Viviany teria começado a sentir fortes dores nas nádegas, local onde foi dada a picada, e na perna direita. No dia seguinte, as dores persistiram até que, na quarta-feira, a garota teria se queixado de que a perna estava paralisada. “Foi muito estranho, ela mal conseguia se firmar. Quando olhei o local, vi que estava muito inchado e corri com ela novamente”, disse a mãe, que é aluna do último semestre de um curso técnico de enfermagem. Novamente, a família conduziu a menor para o PS Infantil, onde outro profissional a examinou e determinou sua imediata internação na Santa Casa. “Segundo o médico do hospital, a injeção foi dada no lugar errado. Ele disse que, ao invés de pegar o músculo, a enfermeira acertou o nervo ciático. Quase aleijaram minha filha”, disse a mãe, com os olhos marejados. “Pelo menos o médico disse que não ficarão seqüelas”, ponderou. A sapateira ainda não decidiu se registrará o caso na polícia ou acionará judicialmente a prefeitura, mas disse que procurará a direção da unidade para cobrar providências em relação à enfermeira. “Sei quem deu a injeção. Vou mostrá-la aos encarregados. Não quero prejudicá-la, nem acredito que tenha sido de propósito, mas com a vida das pessoas não se brinca. Não podem ocorrer erros grotescos como esse e talvez a profissional precise se reciclar”, disse a mãe. O OUTRO LADO Pelo menos cinco ligações telefônicas foram realizadas pela reportagem entre 11 horas e 18h30 de ontem para o gabinete do secretário de Saúde, Alexandre Ferreira, para que ele se posicionasse a respeito do caso. Em todas, a secretária atendeu e disse que ele estava em reunião. Ferreira também não atendeu ao celular, que dava somente caixa de mensagens. O diretor-responsável do PS Infantil, Ricardo Barrichello, também foi procurado pela reportagem, mas, segundo funcionários da unidade, não estaria no local. O ortopedista da Santa Casa que tratou de Viviany se manifestou pela assessoria de imprensa do hospital e disse o caso “não era tão grave”, mesmo confirmando que a menina precisou ficar internada durante quatro dias. Alegando “questões éticas”, o médico não quis dar mais detalhes.

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