O corpo do diretor administrativo do Sindicato da Indústria de Calçados de Franca, Américo Pizzo Júnior, 54, foi sepultado, ontem à tarde, no Cemitério da Saudade, num clima de forte emoção e consternação pela morte repentina que surpreendeu a todos. Amigos, parentes, empresários e representantes de entidades de classe prestaram solidariedade aos familiares. Mais de uma centena de coroas de flores, dezenas de amigos, parentes, empresários e representantes de entidades de classe prestaram solidariedade aos familiares.
A mãe, Sônia Menezes Pizzo, a ‘Patrícia’, colunista do jornal Comércio da Franca por mais de 15 anos, estava inconsolável e se sentiu mal em muitos momentos. O irmão, Mauro, recepcionava os que chegavam ao velório São Vicente de Paulo e tentava conter a emoção. Em alguns momentos, foi impossível.
A tristeza da família Pizzo começou por volta das 17 horas de domingo. Estavam todos reunidos na casa do diretor do Sindicato da Indústria, no Bairro Vila Hípica. Por volta das 16 horas, Pizzo Júnior chamou a mulher para caminhar. Quando estava a cerca de 200 metros do portão de casa, começou a sentir dores no peito e pediu para voltar à residência. As dores persistiram e ele pediu para ser levado ao hospital. Enquanto ele esperava na sala, a mulher foi trocar de roupa e se preparar para levá-lo. Ao voltar ao encontro do marido, ela constatou que ele estava morto.
Praticamente no mesmo instante, parentes e amigos mais próximos começaram a chegar à casa da família. “Cheguei poucos minutos depois e pude ver a tristeza da família”, disse o empresário Solano Botto, vice-presidente da Acif (Associação do Comércio e Indústria de Franca), entidade na qual Américo Pizzo Júnior trabalhou durante cinco anos.
A repercussão da morte de Américo Pizzo Júnior podia ser medida, ontem, pela quantidade e a procedência de coroas de flores e mensagens de condolências enviadas por todas as entidades de classe ligadas ao setor calçadista dos pólos de Franca, Jaú, Birigüi, em São Paulo, de Nova Serrana, em Minas Gerais, e do Rio Grande do Sul.
“Vim especialmente para trazer o pesar de toda a indústria calçadista do Sul do País”, disse o diretor gaúcho da Abicalçados (Associação Brasileira das Indústrias de Calçados), Heitor Klein.
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