Hoje é Dia do Escritor. E Franca tem muito a comemorar. Afinal, há centenas deles na cidade. De acordo com o escritor Luiz Cruz, atualmente há cerca de cem escritores atuantes na cidade. Número que, segundo ele, é inédito no Brasil. “Não existe no Brasil uma cidade com tantos escritores como Franca”, diz. Por quê? “Porque a literatura faz parte da história permanente da cidade. Aqui, sempre houve espaço para quem escreve mostrar o seu trabalho”, completa.
Um desses espaços é a Feira do Escritor Francano, que, neste ano, chega à sua quinta edição. O evento, organizado pela prefeitura em parceria com a Ribeirão Gráfica e Editora, será realizada de 23 a 26 de agosto no Franca Shopping. Ao todo, serão lançados 14 livros. É uma oportunidade para que as pessoas conheçam as novidades literárias locais e também tenham contato com os autores, pois a maioria deles costuma passar bastante tempo no recinto da feira.
A Ribeirão Gráfica também prepara para este ano um espaço no qual os amantes da literatura terão contato com obras mais antigas de escritores locais. Segundo Fernando Oséas da Silva, da Ribeirão Gráfica, 400 títulos estarão expostos na feira (e não à venda) para que o público possa manusear, ler e conhecer. “Haverá desde obras mais recentes até coisas mais antigas, como o livro de Moisés Maia em homenagem ao centenário de Franca e a primeira cartilha usada na cidade, escrita por Djanira Pimentel”, disse.
A escolha de títulos e autores para este espaço foi decidida com base no levantamento feito por Luiz Cruz para o livro Esboço de História da Literatura Francana, lançado em 2005, no qual ele traça um perfil de mais de cem escritores e informa que, desde 1936, Franca já contabilizou mais de 500 escritores, número expressivo para uma cidade do interior.
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