Prefeitura e S. Casa entram em semana decisiva para acordo


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A crise envolvendo a Santa Casa e a Prefeitura de Franca entra numa semana decisiva quanto a um acordo entre as partes sobre o atendimento dos serviços de urgência e emergência nas áreas de ortopedia, oftalmologia, ginecologia e psiquiatria. A Santa Casa não está satisfeita com o dinheiro repassado e ameaçou transferir os serviços para a prefeitura. O secretário de Saúde, Alexandre Ferreira, retrucou dizendo que assumiria tudo. A queda-de-braço continua e para que haja entendimento, alguém terá que ceder. A prefeitura repassa atualmente R$ 25 por procedimento e está disposta a dobrar o valor. Com R$ 50 por procedimento, o valor destinado pela prefeitura ao hospital para atendimentos de urgência subiria para R$ 150 mil mensais. Por ser hospital de referência regional, a Santa Casa recebe atualmente ou-tros R$ 72 mil do SUS (Sistema Único de Saúde), independente do número de atendimentos. No total, com o aumento, o atendimento de urgência renderia R$ 222 mil mensais aos cofres da Santa Casa. A oferta, que parece boa, e os valores, expressivos, não agradam o provedor, Onofre de Paula Trajano, que bateu o pé e exige, “no mínimo”, R$ 338 mil mensais. Irônico, Onofre disse que a prefeitura pode ficar à vontade para “pegar o serviço”. Ontem, Onofre Trajano disse que as negociações estão nas mãos do superintendente, Fernando Bueno . A prefeitura, que já trabalha num plano de emergência para o caso de assumir os serviços de urgência, vai insistir numa solução negociada, desde que o valor não ultrapasse 100% de aumento e R$ 150 mil mensais. Mais do que isso, Sidnei Rocha só aceita discutir para 2007, depois que um novo contrato que estabeleça as obrigações das partes seja assinado.

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