Reclamar é um dos verbos que definitivamente o técnico Jordan de Freitas parece ter esquecido em seu trabalho na Francana para fazer seu grupo ter bons resultados. Vindo de Belo Horizonte em maio, recebeu a missão de iniciar um trabalho de base na Veterana, que tem uma folha de custo em torno de R$ 15 mil e ainda briga por uma renda fixa, e formar um time para uma competição da qual participam juniores do São Paulo, Corínthians, Palmeiras, Santos e também do interior como Ferroviária e Ponte.
Menos de um mês depois, lá estava a Francana Sub-20, no dia 24 do mês passado, para estrear no Estadual contra o Taquaritinga. A equipe perdeu por 2 a 1, mas mostrou seriedade ao ganhar as outras duas partidas, uma delas fora de casa, contra o Monte Azul, por 1 a 0. Atualmente, o alviverde francano está na segunda posição do grupo 1, que tem outras cinco equipes.
Detalhe em tudo isso: quando Jordan chegou à cidade, não conhecia ninguém e só havia assegurado quatro atletas, o goleiro Marquinhos, o volante Giovani, o lateral-direito Gabriel e o meia Da Silva, que haviam atuando no profissional da Série A-3. Os outros jogadores teriam de ser garimpados em outros times e escolas de futebol.
Houve uma semana de trabalho com times de base do varzeano, como Internacional, reconhecido pela dedicação às categorias menores, o Franca (do Leporace) e o grupo da prefeitura, coordenado pelo treinador Cláudio Oda, campeão nos Jogos Regionais deste ano. Jogadores de longe também vieram, como o lateral-direita Douglas, e mais recentemente o meia-atacante Thales.
Uma união de atletas jovens, com média de idade de 17 anos, que vem dando certo devido à qualidade e as sucessivas cobranças do treinador Jordan de Freitas. “Teve um grupo de pessoas, como o Francisco Queiroz, o Walter e mais gente que me ajudaram e me ajudam muito. Conseguimos até amenizar uma rivalidade que aparentemente existia entre o Internacional e a Francana”, ressaltou Jordan.
O treinador também não esconde a surpresa em como seus atletas vêm atuando. “Eles me surpreenderam porque foi muito pouco tempo de trabalho.”
Muito crítico, Jordan dá nota 5 para o time na fase atual e confirma que é preciso dar condicionamento físico aos jovens jogadores, que ainda não estão 100% em forma. “Não ganhamos nada ainda”, sentencia.
Sem grandes conquistas, ele sabe da responsabilidade que o jovem elenco tem na história do time, que veio de um campeonato de sufoco do Paulista da Série A-3, em que quase foi rebaixado para a Segunda Divisão. “Tenho a responsabilidade de resgatar a credibilidade. Os jogadores têm uma grande oportunidade e isso só será conseguido com bons resultados”, comentou.
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