As gerações no varzeano


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A ‘escadinha’ (do menor para o maior) Gustavo Henrique Carrijo, Fernando Carrijo da Cunha, Weliington Teodoro Silveira e Leonardo Gonçalves, futuras gerações do Franca FC; e o presidente do clube, Divaldo Carrijo (abaixo)
A ‘escadinha’ (do menor para o maior) Gustavo Henrique Carrijo, Fernando Carrijo da Cunha, Weliington Teodoro Silveira e Leonardo Gonçalves, futuras gerações do Franca FC; e o presidente do clube, Divaldo Carrijo (abaixo)
Acreditar no futuro é o que o time do Franca, que representará o Leporace e bairros da região no Campeonato Varzeano deste ano, faz desde sua criação, seis anos atrás. Fora da disputa em 2005, a equipe voltou para competir este ano com um elenco mesclado entre garotos de 18 anos e experientes acima dos 23. Mas a categoria juniores deverá ser o destaque. Essa é a primeira vez que o time terá uma base mais madura, tudo isso após o aprendizado de outros anos. “Com garotos, os adversários aproveitavam. Faziam pressão sobre os juízes e tomavam conta da partida”, lembra o presidente Divaldo Carrijo da Cunha. Em compensação, ele faz questão de deixar marcada a bandeira da “paz” durante os confrontos do time. “Eu aconselhava aos garotos não entrarem em confusão e isso gerou uma mudança na competição. Eram os mais novos e não podiam brigar”, disse. O campeonato já foi tido como de confusão por causa das brigas. Situação essa que mudou no último ano, principalmente por causa da atuação de diretores de clubes. Um deles, em especial, é o do Franca FC, que neste ano passará por remodelação. “O futebol deixa a gente de cabelo branco, quando eles não caem”, brincou Divaldo, presidente prestes a sair do cargo e principal incentivador do investimento na categoria de juniores. nova diretoria Para os futuros diretores, ele deixa um ensinamento. “Nosso time é pobre e precisa revelar pratas da casa para se manter. A nova diretoria, com certeza, terá isso em mente”, indica ele, que prevê gastos de até R$ 3 mil mensais, muitas vezes pagos do bolso dos membros da diretoria. A escola de base, que está garimpando os futuros jogadores do Franca para os próximos Varzeanos, está com 70 garotos a partir dos 10 anos. São atendidos atletas não só do Leporace, bairro que serve de base do grupo, como de pelos menos outros 20 pontos da cidade, como Aeroporto, City Petrópolis e Vila Formosa. Entre esses “filhos”, como são chamados os alunos da escolinha pelo presidente Divaldo, está o goleiro do juniores Leonardo Gonçalves, o Léo. Ele iniciou no Franca com 13 anos e hoje, aos 18, joga no grupo pelo amor à camisa. “Vou disputar porque gosto de jogar lá. Quero ainda ser profissional, mas antes vou passar pelo elenco principal do Franca”, disse. O volante Wellington Teodoro Silveira, 18, não foi revelado no Leporace, mas passou pelos juniores e este ano poderá jogar pelo time mais experiente do Varzeano, ficando na reserva. “Acho que estou preparado para isso”, sentenciou. o time Os nomes que estarão no Varzeano deste ano pelo Franca serão o goleiro Cássio, de Cristais Paulista, os zagueiros Testa e Edilson; os volantes Dunga e Jean; no meio-campo jogará Mineiro e Marcelinho; as laterais terão Jeferson e Gilson e no ataque Romarinho e Fuzaka. Entre os jovens estão Mineiro e Romarinho, com 20 anos, Jeferson, 21, e Marcelinho, 23. Como sementes que ainda vão crescer, os garotos da escolinha, Fernando Carrijo da Cunha, 14, e Gustavo Henrique Carrijo, 7, prometeram assistir de perto aos jogos para aprenderem e ainda vestirem a camisa do time em que o pai é presidente. “O importante do esporte é o valor social que a criança e o adolescente aprenderão. Os títulos vêm depois”, analisou Divaldo. A equipe do Franca ficou em sétimo lugar no Varzeano de 2004 e está em busca de seu primeiro título.

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