Patrocínio: o exemplo que pode vir de dentro de casa


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Odorico Barbosa é uma pessoa especial. Empresário de sucesso, aceitou o desafio de se tornar presidente do Franca Basquete. Talvez tenha pensado que seria fácil. Em apenas um mês tropeçou em várias pedras no caminho. Perdeu patrocínio, jogadores e talvez a tranqüilidade. É mais um a descobrir que dirigir um clube, alvo de grande paixão dos torcedores, pode acarretar muito mais lambadas do que status. Contar com a credibilidade do Franca Basquete para resolver problemas financeiros é questionável. Melhor seria confiar nas pessoas (por exemplo, Rubens Calixto) que tratavam do assunto. Ao contrário do que diz o presidente, a diferença entre o que o clube oferece e o pretendido pelos jogadores não é fácil de ser esquecida. Atletas, cujas carreiras são curtas e estão sujeitas a derrotas e contusões, também têm mulher, filhos, família. Não desprezam quinze dias de salários, como quer o senhor Odorico em troca da possibilidade de atuar em Franca. Agora, vejamos o que acontece. Sem a Unimed Estadual, que cancelou reunião de patrocínio, o presidente se fia na afirmação de que a unidade local aumentará sua cota de patrocínio. A resposta poderá ser dada durante a semana. Não sei. Pense bem, senhor Odorico, e aceite uma opinião: não seria melhor tentar captar cooperação dizendo que sua empresa vai colaborar com tantos reais antes mesmo de pedir ajuda a outros? Talvez o desgaste fosse bem menor.

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