Franca possui no mínimo 18 clínicas veterinárias e pet shops. Os proprietários dos estabelecimentos consideram a nova lei importante, mas duvidam da aplicação e cumprimento efetivos da mesma.
Para a veterinária Selma Cristina de Freitas, proprietária da Clínica Francana, regular o controle da venda de cachorros e gatos na cidade é uma forma de instituir a posse responsável, mas ela não acredita no funcionamento da lei. “Acho que não vai vingar”, prevê. “Muitos animais são vendidos indiscriminadamente, sem qualquer supervisão. Mas seria importante controlar esse comércio e conscientizar os donos a cuidar dos bichos em vez de deixá-los soltos pelas ruas.” No estabelecimento dela, o cadastramento dos animais já é feito. “Não temos um arquivo de dados tão específico como prevê a nova regra, mas registramos os cães e quem os compra”, disse.
O veterinário Mário Pereira, dono da Clínica Cão Francano, concorda com Selma. Acha a idéia interessante, mas duvida de sua eficácia. “A lei é boa, pois permitiria controlar onde estão os animais, mas não é algo funcional. No Brasil, existem muitas leis, mas os fiscais não são suficientes para garantir o cumprimento das mesmas.”
Marcos Okamura, no ramo há mais de 20 anos, desconhece esse tipo de registro da venda de bichos de estimação em outros locais e diz que só a prática mostrará se será funcional. “Não vi projetos desse tipo nem em outros países, mas não sei se é exclusividade de Franca. Se é bom e se terá praticidade, não sei. Só a prática dirá.”
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.