Ligado à delegacia de São José da Bela Vista, o investigador não foi encontrado para falar sobre o caso. Em depoimento ao delegado Marcelo Rodrigues, no Plantão Policial, disse que havia deixado a paciente sob cuidados da equipe médica na sala de exames e descido para registrar a internação.
As algemas foram abertas durante o ultrassom e ficaram presas apenas em um dos braços da presidiária. Ao retornar, Carina já teria sido levada para o quarto, sem que o avisassem, e fugido.
O delegado seccional Maury de Camargo Segui informou que a Corregedoria da Polícia Civil abrirá uma sindicância interna na segunda feira para apurar responsabilidades. “Quero saber com detalhes tudo o que aconteceu. Um policial jamais pode fazer uma escolta sozinho. Se o investigador agiu desta maneira, fez tudo errado”.
A princípio, o investigador responderá por negligência culposa (sem intenção) no exercício da função. Além de advertência, poderá ser suspenso por até 30 dias. “Se ficar comprovado que houve favorecimento, as sanções são mais rigorosas, cabendo, inclusive, a expulsão”.
Maury de Camargo acredita que Carina deverá ser recapturada em breve, pois enfrenta gravidez de risco e terá que procurar por atendimento médico.
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