O candidato do PMDB ao governo de São Paulo, Orestes Quércia, afirmou ontem, em entrevista coletiva, que não fará campanha ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e nem do ex-prefeito e candidato a deputado federal Paulo Maluf (PP), partido com o qual o PMDB se coligou para as eleições estaduais deste ano.
Comércio da Franca - Os candidatos José Serra e Aloizio Mercadante têm trocado farpas entre si. Serra tem feito críticas a Lula. O senhor acha que pode se beneficiar do confronto entre ambos?
Quércia - É uma avaliação política do Serra. Como Lula tem mais prestígio e é o presidente, possivelmente o Serra tem preferido atacá-lo. Não comentarei, mesmo porque não sei se isso me beneficiará ou não. Tenho feito o meu trabalho.
Comércio - A previsão de gastos será mantida?
Quércia - Entregamos no TRE (Tribunal Regional Eleitoral) o relatório com a previsão de R$ 30 milhões, mas teremos que diminuí-la e trabalhar com uma expectativa de R$ 10 milhões. Inclusive, coloquei R$ 1 milhão do meu bolso até agora na campanha (seu patrimônio declarado à Justiça Eleitoral é de R$ 111 milhões).
Comércio - Em São Paulo, o seu partido fez coligação com o PP de Paulo Maluf e está afinado com o presidente Lula a nível nacional. O senhor pretende ter Lula e Maluf em seu palanque, lembrando que o se-nhor aparece em terceiro lugar nas pesquisas?
Quércia - (pausa) Não pretendo subir no palanque com nenhum dos dois. Acredito que vou para o segundo turno e ganharei as eleições. Percebo isso pelos contatos que tenho feito tanto no interior quanto na capital. Tudo tem ido bem.
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