A ex-secretária estadual do Menor e candidata ao Senado pelo PMDB, Alda Marcoantonio, também acompanhou a comitiva de Orestes Quércia a Franca. Radiante, disse “estar em casa”. Alda é filha do francano Domingos Marcoantonio e tem ligações pessoais com os Pucci e os Licursi, duas numerosas e conhecidas famílias locais. “Franca também é minha cidade”, declarou Alda, nascida em São Paulo.
A candidata disse que pretende repetir no Senado o que fez quando foi secretária do Menor, pasta criada por Orestes Quércia em 1988. “Temos que frear o caminho que leva o menor carente ao mundo do crime”, disse Alda, cujo trabalho pioneiro no Estado resultou na criação do Estatuto da Criança e do Adolescente, em 1990.
Embora defenda o trabalho educativo com menores, Alda também advoga mudanças no próprio Estatuto da Criança e do Adolescente, mantendo internado o menor que cometer crimes hediondos mesmo após a maioridade, aos 18 anos. “O que não pode é reduzir a maioridade penal e colocar todos juntos numa prisão. Não será por aí que resolveremos a questão”.
Alda falou de sua proposta na semana em que os assassinos do casal Felipe Caffé e Liana Friendenbach foram condenados a extensas penas. Com o mentor do crime e um dos assassinos, o bandido conhecido como Champinha, então com 16 anos em 2003, nada deve acontecer. Champinha estará livre a partir de novembro, quando completa os três anos de internação, tempo máximo de reclusão na Febem. Vai ganhar as ruas, sem nenhuma mancha em sua ficha policial.
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