Farmácia Popular pode ficar inativa


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O vereador Maurício Chinaglia examina a máquina de encapsular medicamentos parada no prédio da Farmácia Popular: começo da produção é incerto
O vereador Maurício Chinaglia examina a máquina de encapsular medicamentos parada no prédio da Farmácia Popular: começo da produção é incerto
A farmácia popular construída em Franca para atender usuários da rede pública sem condições de comprar remédios não tem qualquer previsão de data para começar a funcionar. O prédio onde seriam fabricados os medicamentos começou a ser construído na gestão do petista Gilmar Dominici e foi concluído em outubro de 2005, já durante o mandato de Sidnei Rocha (PSDB). Mesmo pronto há quase um ano e com os equipamentos disponíveis, apenas o almoxarifado do prédio é utilizado. Ontem, uma comissão formada por quatro vereadores - Gilson Pelizaro (PT), Zezinho Cabeleireiro(PTB), Luiz Carlos Fernandes (PDT) e Maurício Chinaglia (PSB) - inspecionou o estado das instalações, que ficam anexas ao prédio da Secretaria de Saúde, acompanhada do secretário municipal de Saúde, Alexandre Ferreira, e pela farmacêutica Débora Chioca. O secretário prometeu aos vereadores “empenho” para colocar a farmácia em funcionamento, mas disse que é preciso fazer antes um estudo que comprove a viabilidade econômica da produção. Segundo Ferreira, os levantamentos iniciais mostram que sai mais barato comprar o medicamento diretamente de distribuidores e laboratórios do que produzir na farmácia popular. ”Não podemos ter nenhum prejuízo. É preciso saber quais medicamentos podem ser produzidos e que teriam um menor custo”. Na hipótese mais otimista, se-riam produzidos na farmácia de Franca dois ou três tipos de remédios, como anti-hipertensivos e anti-micóticos. Mas a produção só começa se for mais barata do que a compra no mercado. “Temos que achar o melhor caminho. Se provarmos que a farmácia não dá resultado, que é inviável, devolveremos os equipamentos ao Ministério da Saúde”, disse Ferreira. Se desistir da farmácia, a alternativa da prefeitura deverá ser a transformação do prédio num grande ambulatório. A mudança precisa ser autorizada pelo Ministério da Saúde, principal financiador do projeto. Foram investidos nas obras de construção e na compra de equipamentos para a farmácia popular de Franca R$ 555 mil. O Ministério da Saúde bancou 80% dos custos, através de convênio firmado com a prefeitura de Franca no final do go-verno Gilmar Dominici. O assunto provoca irritação entre os vereadores de oposição, que acreditam em perseguição do go-verno tucano às obras iniciadas no mandato de Gilmar Dominci. Para Gilson Pelizaro (PT), o governo Sidnei Rocha age com “má vontade”. “Foi assim com o Parque do Trabalhador e está sendo assim com a Farmácia Popular”, acusa.

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