O que devia ser uma simples interdição de ruas pode acabar no gabinete do prefeito. Na tarde de ontem, ninguém na Prefeitura quis confirmar se as interdições e alterações no trânsito do cruzamento das Avenidas Hélio Palermo e Antônio Barbosa Filho, previstas para domingo, realmente ocorrerão. Mais. Nenhum membro do alto escalão da prefeitura soube explicar como elas seriam executadas efetivamente. A confusão e até uma certa disputa para saber quem comandará as definições sobre o assunto deixou a decisão sobre as obras em segundo plano. O prefeito Sidnei Rocha convocou uma reunião para a manhã de hoje na tentativa de dar fim a um inexplicável impasse.
Nem mesmo a Divisão de Comunicação da Prefeitura, que produziu um confuso texto dando a interdição como certa e o distribuiu à imprensa, conseguiu sanar as dúvidas. “Quem pode te dar detalhes é o Buranelli”, disse o chefe da Divisão, Marcelo Facuri, quando procurado pela reportagem do Comércio. Não adiantou. Nem o chefe da Divisão de Segurança e Trânsito, Sérgio Buranelli, nem o secretário de Planejamento Urbano, Wilson Teixeira, ou o secretário de Governo, Odair Tristão, conseguiram explicar o que acontecerá. Ao contrário, todos demonstraram que o clima entre eles não estava nada bom.
O assunto foi objeto de polêmica nos corredores do paço municipal. Em meio a reuniões e discussões internas, na hora de atender à imprensa, todos fugiam. Situações curiosas ocorreram. Quando perguntado sobre o assunto, Wilson Teixeira indicou Buranelli como fonte. Buranelli, por sua vez, voltou a indicar Wilson Teixeira. Um novo telefonema para a sala de Teixeira foi atendido por assessores e, quando a reportagem pediu para falar com Teixeira, quem atendeu foi Odair Tristão. Foram mais de duas horas de tentativas sem que alguém falasse com segurança sobre o assunto.
No jogo de empurra-empurra, a única informação válida foi fornecida por Buranelli, ainda assim, na base de uma hipótese: “As alterações no trânsito dependem do envio de material de sinalização pela empreiteira que executará as obras na região. Sem esse material, que precisa chegar até sábado, 22, não há interdição. E, sem a interdição, as obras estão comprometidas.
NO APAGAR DAS LUZES
Apenas às 18h45 o integrante da Divisão de Comunicação da Prefeitura José Antônio de Almeida Turquetti, depois de seu horário de trabalho, explicou em poucas palavras o que os vários membros do alto escalão municipal resistiram em informar. “Quem chega a Franca pela alça de acesso da Rodovia Cândido Portinari que desemboca na Avenida Antônio Barbosa Filho terá de entrar na cidade utilizando a alça anterior”, disse. Assim, o motorista terá acesso à Avenida Francisco Quintanilha Ribeiro e por ela às várias regiões da cidade. “A alça interditada, com mão invertida, será usada por quem percorre o sentido Franca Shopping-Centro”, disse Turquetti. Os motoristas que circularem no sentido Centro-Shopping não sofrerão nenhum tipo de transtorno.
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