Quatro homens foram presos durante a madrugada portando uma garrafa de coquetel molotov, capuzes e uma faca, na Rua Alípio Resende de Araújo, Jardim Aeroporto. A polícia suspeita que o bando planejava incendiar um ônibus, mas eles negam as acusações.
Policiais militares em patrulhamento pelo bairro suspeitaram dos rapazes, que estavam em um ponto de ônibus. Um deles, ao ver a viatura, tentou se desfazer de alguns objetos. Perto dos indivíduos foram encontrados uma faca de cozinha, um capuz e também uma garrafa com material inflamável, que poderia ser usado para incendiar algum estabelecimento.
WPC, 22, sapateiro, OCS, 25, desempregado, AFA, 31, serviços-gerais, e LGM, 35, pedreiro, foram levados ao plantão policial. O último assumiu a posse da garrafa de coquetel molotov. O pedreiro confessou ter fabricado o material que, segundo ele, seria utilizado contra a casa de um de seus desafetos. “Na semana passada, o rapaz do Aeroporto me ameaçou e quebrou meu carro.
Chamei meus amigos. Coloquei álcool na garrafa com pavio. E fomos para a casa dele. Mas depois conversamos e ficou tudo certo, não pretendia mais prejudicar ninguém”, disse.
Dos quatro homens detidos, apenas um tem passagens pela polícia. O desempregado de 25 anos já esteve preso por furto em residência, cumprindo pena no Instituto Penal Agrícola de São José do Rio Preto. Antes de serem recolhidos à cadeia do Jardim Guanabara, eles passaram pela investigação dos agentes da DIG (Delegacia de Investigações Gerais). “Ainda não podemos dizer se eles pretendiam atacar algum ônibus ou casas de policiais. Vamos investigar. Acredito que são realmente vândalos, mas não podemos descartar nenhuma hipótese”, disse o delegado Eduardo Lopes Bonfim. Na semana passada, três pessoas tentaram incendiar um coletivo no bairro, mas o fogo foi debelado.
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