Para promotor, crime foi mais grave que o de Richthofen


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O promotor Antônio Carlos Guimarães Júnior, que trabalhou na acusação, disse que a pena ficou dentro do previsto e que, se Cida fosse rica, o crime teria maior repercussão nacional. Comércio da Franca - Qual avaliação o senhor faz do julgamento? Antônio Carlos Guimarães Júnior - Foi um julgamento sem qualquer intercorrência. A sociedade de Franca, muito bem representada pelos jurados, entendeu por bem condenar Aparecida pelo homicídio triplamente qualificado, o que era pedido pelo Ministério Público. Comércio - Ficou satisfeito com a pena aplicada? Guimarães Júnior - Sim. É uma pena bastante severa, não é pequena, não. Depois o Ministério Público analisará se pedirá que seja aumentada ou não. Comércio - Como o senhor analisa o crime que ela cometeu? Guimarães Júnior - Foi uma barbárie. Na verdade, este crime, a meu ver, é muito mais grave do que estes que estão sendo divulgados pela imprensa, como o da Suzane Richthofen e o do Felipe Café (assassinado ao lado da namorada Liana Friedenbach, em novembro de 2003, na Grande São Paulo). Por ela ter um poder aquisitivo menor, o caso foi menos noticiado, mas o crime foi cometido com a mesma barbárie. Comércio - A pena aplicada pela Justiça é a confirmação do bom trabalho feito pela Polícia Civil e pelo Ministério Público? Guimarães Júnior - Sem dúvida. Houve um brilhante trabalho da Polícia Civil, que conduziu muito bem o inquérito policial para investigar o caso. Posteriormente, o Ministério Público deu continuidade aos trabalhos e a sociedade respondeu, aplicando uma pena bastante severa. Ela terá que cumprir dois terços da pena em regime integralmente fechado, sem nenhum direito. Comércio - Como ela recebeu a condenação? Guimarães Júnior - Para mim, ela é uma pessoa fria, que sabe manipular as pessoas. Não esboçou muitos sentimentos quanto da leitura da sentença.

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