A sapateira desempregada Aparecida Ferreira Rodrigues planejou com antecedência a morte de seu segundo marido, Carlúcio Dias de Almeida. O crime seria cometido na sexta-feira, 30 de dezembro, mas a vítima não dormiu em casa naquela noite. Voltou no dia seguinte e morreu a machadadas minutos antes da virada do ano. O corpo só foi encontrado na manhã seguinte, em um buracão próximo à casa em que moravam no Jardim Aeroporto II. Naquele dia, Cida, como era conhecida, recebeu a reportagem do Comércio e disse que vivia muito bem com o marido. Afirmou que ele foi assassinado por estranhos quando saiu de casa e recebeu ameaças de morte recentemente. Repetiu a mesma versão para a polícia, mas a farsa durou apenas uma semana.
No dia 9 de janeiro, ela foi presa pelos agentes da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) e confessou ter matado Carlúcio a machadadas. Foi o segundo marido que Cida confessou matar num intervalo de 12 anos. Por isso, recebeu o apelido de Viúva Negra. A mulher era principal suspeita de ter cometido o crime justamente por causa de seus antecedentes.
Dias após o crime, o investigador Sandro conseguiu encontrar algumas testemunhas que confirmaram a participação da mulher e revelaram detalhes do assassinato. O genro e dois filhos da viúva presenciaram o crime e ajudaram a desovar o corpo. Diante das evidências, ela não teve como continuar negando e confessou a autoria. Alegou que a vítima sempre a ameaçava e teria abusado de sua filha.
O rapaz também foi indiciado pela polícia, mas ainda não foi julgado. Ele deverá responder por ocultação de cadáver. “Imaginei que ela pudesse pegar uma pena ainda maior, mas fiquei satisfeito. A condenação é exemplar e coroa o trabalho feito pela polícia”, disse o policial Sandro, responsável pelo esclarecimento do caso e que participou do julgamento na condição de testemunha.
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